João Rock reúne 65 mil pessoas e reafirma Ribeirão Preto como sede do maior festival do interior do Brasil
- Da Redação
- há 33 minutos
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Evento movimenta o turismo, fortalece a economia regional e apresenta estrutura reconhecida nacionalmente pela organização, segurança e qualidade dos serviços

O João Rock voltou a demonstrar por que é considerado o maior festival do interior do Brasil. Em sua 23ª edição, realizada no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto (SP), o evento reuniu 65 mil pessoas em mais de 12 horas de programação, consolidando-se como um dos principais festivais de música do país e um dos maiores acontecimentos culturais do calendário nacional.
Mais do que um grande espetáculo musical, o João Rock tornou-se um importante indutor da economia regional. A realização do festival movimenta a cadeia do turismo, impulsiona a ocupação da rede hoteleira, aquece bares, restaurantes, comércio, transporte por aplicativos e diversos prestadores de serviços, colocando Ribeirão Preto em evidência no cenário nacional e recebendo visitantes de todas as regiões do Brasil.
Com o tema “O Brasil vive aqui”, a edição deste ano reuniu 34 atrações distribuídas em cinco palcos, celebrando a diversidade da música brasileira e promovendo encontros entre artistas consagrados e novos talentos.

Outro diferencial do festival foi a excelência da organização. A logística de acesso, a segurança, os serviços oferecidos ao público e a ampla infraestrutura preparada para receber milhares de pessoas reforçaram a reputação construída pelo João Rock ao longo de mais de duas décadas. A qualidade operacional do evento faz dele uma referência nacional na realização de grandes festivais, proporcionando conforto e tranquilidade ao público durante toda a programação.
Uma das novidades desta edição foi o Palco João Rock, inteiramente construído com painéis de LED. Foram 1.200 metros quadrados de telas de alta definição que integraram iluminação, cenografia e recursos audiovisuais, ampliando a experiência visual dos espectadores.
A programação principal teve início com o tricampeonato de Levinsk na Batalha da Aldeia e a apresentação da banda Lizium, vencedora do concurso de bandas. Ao longo do dia passaram pelo palco Chico Chico, Lagum, Detonautas, Zé Ramalho, Alceu Valença, Os Paralamas do Sucesso, CPM 22, BaianaSystem e o projeto Charlie Brown Jr. Acústico.
O Detonautas escolheu o João Rock para lançar nacionalmente a turnê “Rádio Love Nacional”, enquanto Zé Ramalho definiu o festival como um encontro marcado pela alegria e pela amizade. Os Paralamas do Sucesso revisitaram grandes clássicos da carreira, e o CPM 22 protagonizou um dos momentos mais celebrados da noite ao receber Di Ferrero para interpretar “Dias Atrás”.
As participações especiais surpreenderam o público. Durante o show da BaianaSystem, BNegão e Vandal subiram ao palco sem anúncio prévio. No encerramento do festival, o projeto Charlie Brown Jr. Acústico contou com Negra Li, Marcelo Nova e uma participação surpresa de Tico Santa Cruz.

O Palco Brasil apresentou o tema “De Norte a Sul”, reunindo artistas representantes das diferentes regiões brasileiras. Os Tucumanus dividiram o palco com Victor Xamã em um espetáculo inspirado na cultura amazônica. Em seguida, a Nação Zumbi levou ao público a força do manguebeat. Armandinho destacou a importância da conexão entre artista e plateia, Marcelo D2 promoveu um encontro entre rap e samba ao lado de Rael, e os Raimundos encerraram as apresentações do espaço.
No Palco Aquarela, Urias, Rachel Reis, Luedji Luna, Marina Sena e Ana Carolina representaram diferentes gerações e estilos da música brasileira. Já o Palco Fortalecendo a Cena manteve a proposta de incentivar novos talentos, recebendo School of Rock, Ajulliacosta, Yago Oproprio, FBC, Djonga e Criolo, que encerrou a programação destacando a força da nova geração do rap nacional.
O Eisen Rock Station reuniu bandas e artistas em ascensão do rock brasileiro, com apresentações de Dupoint, Drenna, Alexia, Giovanna Moraes, Jambu e Rancore.
Criado em 2002, o João Rock ultrapassou a condição de festival musical para se tornar um patrimônio cultural de Ribeirão Preto e um dos maiores eventos do gênero no Brasil. Ao longo de sua trajetória, já promoveu cerca de 300 apresentações, encontros inéditos entre artistas e momentos históricos da música nacional, fortalecendo a identidade brasileira e projetando Ribeirão Preto como uma das principais capitais dos grandes eventos do país.








