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As lembranças de José Rios da Costa

O GUAXUPEANO DE CORAÇÃO QUE CONQUISTOU GUAXUPÉ COMO UM DOS PROFISSIONAIS DE FARMÁCIA MAIS QUERIDOS DA CIDADE

Por ROSÂNGELA FELIPPE


A família da avó materna de José Rios da Costa vivia em Lambari (MG). Quando solteira, sua mãe foi visitar uma irmã em Maria da Fé (MG) onde conheceu aquele viria a se tornar seu marido. E no dia primeiro de maio de 1932, Zé Rios veio ao mundo predestinado a se tornar um homem totalmente voltado ao bem.


Aos 19 anos, no dia 15 de agosto de 1950, mudou-se para Guaxupé para estudar e tentar a vida. Acolhido pelos tios Mesophante Rios e Carlota Magalhães Rios e com eles morou durante 10 anos.

Com o tempo, empregou-se na Drogasil onde aprendeu os ofícios em laboratórios com Sr. Pascoal Vômero vindo, futuramente, a ter seu próprio estabelecimento onde, fazendo sol ou chuva, fosse dia ou noite, estava sempre a serviço da população com seu bom conhecimento e sempre com boa vontade em ajudar. Jamais se negava a atender quem precisasse de comprar medicamentos e, muito mais, de suas orientações de como administrá-los conforme as prescrições médicas. Questão de confiança. Impossível calcular o número de injeções que aplicou e quantos enfermos socorreu lhes dando alívio com remédios.

Casado com uma das mulheres mais lindas e gentis de Guaxupé, Guanaíra Portugal, com quem teve quatro filhas: Lorene, Lúcia, Nayara e Sandra, seu amor pela esposa foi intenso. Durante esta entrevista, foi-lhe perguntado sobre como é viver sem a companhia da mulher. Por mais que tenha tentado responder, só conseguiu dizer: “não tenho palavras”. Um choro sentido falou por ele. Lágrimas, muitas vezes, falam mais do que palavras.


Pai zeloso, em depoimentos das filhas, Zé Rios é mencionado com profundo carinho. Segundo Lorene, a primogênita, seu pai sempre foi carinhoso com as filhas e com seus clientes. “Sempre foi alegre e para ele não tinha tempo quente. Foi levando bem a vida que chegou aos seus 88 anos bem vividos. Ele é meu espelho de fé e alegria pela vida! Um grande pai, que me colocava para dormir e rezar todas as noites. Um exemplo de fé na vida. É uma pessoa que, tudo o que se faz por ele, considera bom. Recebe tudo com leveza e diz que estamos fazendo o que é certo”.


Para Lucia, a segunda filha, falar do meu pai não basta falar, mas lembrar. “Das tarde de domingo, quando nos levava para nadar na piscina e lá ficávamos a tarde toda. Lembrar dos almoços em família quando tomávamos Guaraná. Das férias na casa da Vó Iracema onde ele nos levava. Dos domingos em que nossa mãe nos arrumava para irmos ao Franciscchetti tomar sorvete em taças de vidro que, na época, só tinha lá. De quando ele me levava às festas de Nossa Senhora Aparecida para eu tentar ganhar aquelas bonecas de plástico vestidas com roupinhas lindas e, quando eu ganhava, sentia-me muito feliz. De quando ele nos acordava para irmos à escola e também preparava nosso café. De quando fui estudar em Alfenas e ele me enviada uma caixa de bolachas waffer e bombom Sonho de Valsa que eu adorava. E falar do nosso pai é lembrar do quanto ele nos fez felizes. E melhor do que ter tido tudo isso, é poder ter essas lembranças tão gostosas vividas com ele”.


Nayara, a terceira filha diz: “Para mim, a palavra que melhor define o meu pai é ‘zêlo’. Ele sempre foi muito cuidadoso e carinhoso com toda a família. Às vezes, um pouco rígido quando as filhas não faziam as coisas do modo que ele achava certo. Mas aí, tinha a minha mãe Guanaíra para dar aquele jeitinho que toda mãe tem o dom de dar. Mesmo com os percalços que a vida lhe apresentou, meu pai sempre se desdobrou para nos dar tudo de melhor. Sempre prezou pelos nossos estudos e nos ensinou valores importantes, tais como, respeito ao próximo. Acredito que, por essa razão, ele tenha conquistado tantas pessoas no exercício de sua profissão. Sim, ele conquistou o respeito e o carinho do povo que ele cuidou em seu ofício na farmácia. Hoje, depois da partida de minha mãe, ele continua sendo e peça chave de nossa família. ‘Eu te amo Pai".




Sandra, a caçula, revela que: “Só tenho boas lembranças do meu pai. Fui muito sua companheira quando pequenina. Até injeção ele me ensinou a aplicar. Costumava me levar junto com ele à farmácia, tanto que, ainda me lembro de algumas das receitas que atendia. Sempre generoso e paciente no atendimento aos clientes. Aos sábados e domingos, levava-nos ao clube para nadar e, à noite, íamos ao Francischetti. Era uma delícia, José Rios e suas meninas. Passamos por momentos financeiros difíceis, mas ele nunca deixou que nos faltasse nada. Ele e nossa mãe eram muito cuidadosos conosco e carinhosos no carinho com as ‘suas meninas’. Papai preparava nosso café da manhã. Desde pequena, até hoje, acordo e me delicio com seu caprichado café da manhã. Tudo organizadinho! Meu pai é um amor! Muito querido por todas nós e pelos netos Bruna e Pedro. Sempre comento com os amigos sobre as boas lembranças que carrego da infância e adolescência junto aos meus pais. Eles acolhiam, também, nossos amigos em casa. Tratavam todos bem e queriam saber com quem estávamos nos relacionando. Enfim, meu pai sempre foi nosso companheiro em todas as horas. Era bravo, cuidadoso, mas muito amoroso e generoso com todas nós. Amo toda minha família! Gratidão”.



COMO COMEÇOU A BATALHA PELA VIDA EM GUAXUPÉ?

Comecei estudando na Escola de Comércio São José onde me formei como técnico em contabilidade. Sob a gerência do Sr. Pascoal Vômero, trabalhei na Drogasil durante 13 anos. Já casado, juntamente com José Marques e Ariovaldo, montamos uma farmácia em sociedade. Ambos permaneceram trabalhando comigo por três anos. Daí em diante, prossegui sozinho. Ao todo, em minha vida, trabalhei dentro de uma farmácia por 53 anos.


QUAIS SUAS MELHORES RECORDAÇÕES DE QUANDO CHEGOU A GUAXUPÉ?

Sendo mês de agosto, a primeira coisa que fiz ao chegar à cidade foi ver de perto os ipês cor-de-rosa, na Av. Conde Ribeiro do Valle, na mesma praça onde permanecem até hoje florindo todos os anos. Outra boa lembrança dos meus primeiros dias em Guaxupé foi o fato de eu ter recebido do Sr. Nicolau Balbino e esposa um convite para assistir a uma missa na Catedral. O casal foi até a casa dos meus tios com quem eu estava morando, Sr. Mesophante Rios e Sra. Carlota Magalhães Rios, só para me convidar.


NO INÍCIO, COMO FOI O SEU ENTROSAMENTO COM AS FAMÍLIAS GUAXUPEANAS?

Por intermédio dos meus tios Mesophante Rios e Carlota Magalhães, filha do Dr. João Carlos, que pertencia a uma família tradicional, tive boa convivência com as famílias guaxupeanas.


DAQUELE TEMPO PARA CÁ, O QUE MUDOU NA CIDADE?

A cidade mudou bastante. Embora algumas das festas e eventos ainda permaneçam, o povo perdeu muito de suas referências com o término dos bailes que eram realizados no Clube Guaxupé. Aliás, fui vice-presidente deste clube por dois mandatos junto com Isaac Elias e José Baisi. Naquela época, os bailes de carnaval no clube eram uma beleza e atraíam muitas pessoas de fora. Lembro-me de que no último carnaval em que ocupamos cargo na diretoria, o clube arrecadou $250.000. Nossa chapa, além de deixar um bom terreno com projeto de construir mais espaços de recreação aos sócios, deixou pago todos os encargos de INPS, os empregados e os hotéis onde os músicos de orquestras se hospedavam quando tocavam nos bailes. Ou seja, não deixamos um centavo de dívida para a gestão seguinte. De fato, a cidade era muito animada e recebia muitos visitantes em épocas de festas. Durante o carnaval, os hotéis não comportavam tanta gente. A maioria acabava se hospedando em casas de famílias. A Festa das Orquídeas, uma das mais tradicionais de Guaxupé, também atraía muita gente aos bailes em comemoração às flores. E, em uma dessas festas, minha esposa Guanaíra, na época minha namorada, foi coroada como uma das princesas, tendo Sônia Barbosa como rainha.


QUANDO JOVEM, ALGUMA VEZ VOCÊ PENSOU EM SE MUDAR DE GUAXUPÉ?

Houve uma ocasião em que me apareceu uma oportunidade de trabalhar em São Paulo, Eu já havia adquirido muita experiência no grande laboratório da Drogasil com o Sr. Pascoal Vômero. Além do trabalho no laboratório, chefiava o balcão e atendia muitos clientes aplicando injeções tanto na farmácia quanto nas casas das pessoas. Porém, já estava namorando a Guanaíra e tinha vínculos fortes com a cidade e me decidi a não ir.


COMO VOCÊ E A GUANAÍRA SE CONHECERAM?

Tudo começou na Drogasil e o estabelecimento estava necessitando de duas moças para trabalhar no caixa. Foi quando o Sr. Pedro Muniz, que era amigo do meu sogro, o Sr. Marcos Portugal, foi até a farmácia e procurou pelo Sr. Pascoal indicando a Guanaíra para uma das vagas. Sr. Pascoal, então, pediu-lhe que enviasse a moça. Quando ela chegou, Sr. Pascoal me perguntou o que eu havia achado dela. Eu então lhe respondi cheio de entusiasmo: “achei ótimo!”. Ela foi contratada e, até então, eu não a conhecia. Trabalhamos juntos durante três anos. Apesar de conversarmos muito, foi somente depois de um ano que o nosso namoro teve início, justamente no Dia dos Namorados. Eu estava no setor da perfumaria arrumando as mercadorias quando ela se aproximou para ajudar e, inesperadamente, perguntou-me: “o que você vai dar de presente à sua namorada hoje”? Imediatamente, eu lhe respondi: “Depende, o que você quer ganhar?”. Encabulada, ela saiu correndo e procurou pela Samira Abrão, amiga nossa que também trabalhava no local, para lhe contar o que eu havia lhe dito. Samira, então, disse a ela: “vocês ainda vão acabar namorando. Então, faça o seguinte. Vocês vão sair e você precisa dar um presente a ele. Diga a ele o que você quer ganhar”. E ela, conforme Samira a aconselhou, disse-me que queria ganhar um estojo de maquiagem. E naquela noite saímos e começamos a namorar. Dei a ela o estojo, que era bem bonito, e ela me deu uma corrente com a medalha de São José. Porém, um dia, ao tomar banho, perdi a correntinha com a medalha que caíram no ralo.

Mas nosso casamento foi muito festivo. Eu ainda me lembro da nossa dama de honra que tinha apenas sete anos de idade, Rosângela Felippe, que morava ao lado da Drogasil. Sempre que Guanaíra e eu passávamos na calçada, a menina mexia com a gente. Então, resolvemos convidá-la para ser nossa daminha (foto abaixo).


VOCÊ ACREDITA QUE ENTRE OS CASAIS DE HOJE IMPERA O AMOR COMO ACONTECEU ENTRE VOCÊ E GUANAÍRA?

Infelizmente, eu acho que hoje o amor entre os casais não impera como no nosso tempo. Hoje, há excesso de liberdade entre os namorados e muita falta de confiança entre ambos.


E O QUE VOCÊ TERIA A DIZER SOBRE A FAMÍLIA QUE FORMARAM?

Guanaíra e eu tivemos quatro filhas muito centradas. Sempre nos respeitaram. Então, formamos uma família bem estruturada. Agora, meus netos, são os melhores do mundo.


MAS NA VIDA NÃO SE TEM COMO EVITAR SEPARAÇÕES. COMO TEM SIDO SUA VIDA SEM A PRESENÇA DA MULHER AMADA?

Não tenho palavras. (choro sentido)


A QUALQUER HORÁRIO QUE SEUS CLIENTES O PROCURRASEM, VOCÊ NUNCA SE NEGOU A ATENDÊ-LOS. FALE UM POUCO SOBRE ESSE FATO.

Sim, a qualquer hora eu atendia as pessoas. Naquela época, não havia Pronto Socorro e, em casos de necessidade durante a noite, as pessoas procuravam pelos médicos que, depois, mandavam as pessoas me procurar, entre eles, o Dr. Geremias Zerbini, Dr. Dolor Coragem, Dr. Antonio Simas e Dr. Domiciano Cordovil Braga. Muitas vezes, eu estava na farmácia e o telefone tocava. Do outro lado da linha havia sempre um doutor me comunicando: “espera que está indo mais um freguês aí para você atender”. Havia dias em que eu ficava aguardando o freguês durante duas e até três horas seguidas e não saía do lugar enquanto ele não chegasse.


ALÉM DISSO, HAVIA CLIENTES QUE O PROCURAVAM PORQUE O SENHOR OS ACONSELHAVA. TAMANHA DEMONSTRAÇÃO DE CONFIANÇA EM SEU TRABALHO FOI GRATIFICANTE PARA SUA VIDA?

Na verdade, eu acabei apreciando o trabalho que fazia pois gostava muito da cidade. Eu ia até as casas das pessoas para lhes aplicar injeções, até mesmo de quatro em quatro horas, ou de 12 em 12 horas, dependendo das recomendações médicas. Muitas vezes, passava noites aplicando injeções em pacientes a cada três horas. Minhas filhas ainda se lembram quando, de madrugada, as pessoas telefonavam me chamando porque precisavam de medicamentos ou de aplicação de injeções. E eu não me negava a atender, mesmo tendo de me levantar da cama.


ENTÃO, O SEGREDO PARA TER CONQUISTADO TANTOS AMIGOS E A CONFIANÇA E A ADMIRAÇÃO DE TODA SOCIEDADE GUAXUPEANA ESTÁ EM SUA DEDICAÇÃO INCANSÁVEL QUE SEMPRE TEVE COM A CIDADE?

Sim, o segredo está em respeitar e se dar ao respeito. Fiz pela cidade exatamente o que fiz com minha mãe, com minha tia Dudu e com a Guanaíra, três mulheres maravilhosas que tive na vida.


QUAIS FORAM SEUS MAIORES MESTRES?

Como mestre de escola, eu digo que foi Dr. Arthur Leão, que lecionava Física, Direitos de Advocacia e Direitos Humanos na Academia Técnica de Comércio São José. Ele era um dos grandes professores desta escola, ao lado de Vinícius Eclissato, professor de Contabilidade, e havia a professora Samira Abrão, que lecionava Geografia. Aliás, Samira foi minha colega de trabalho na Drogasil e madrinha do meu casamento.


E QUANTO AO SETOR PROFISSIONAL, QUEM VOCÊ CONSIDERA COMO MESTRES?

Profissionalmente, considero como mestres, Inicialmente, meu pai que era técnico agrícola em Carmo da Mata e me ensinou muita coisa. Foi quando consegui um emprego como office-boy do agrônomo, que era o chefe da empresa em que meu pai atuava. E eu me lembro que ele tinha uma charrete e eu era encarregado de levar os filhos dele para a escola e levar a esposa aos lugares que ela necessitava. Mas parei de trabalhar lá quando ele mandou embora um empregado que dava banho nos cachorros grandões dele. Ao dispensar o funcionário, ele me encarregou de dar os banhos nos animais. Bem, eu dei banho neles duas vezes e, depois, não quis mais saber. Daí, a mulher do chefe foi atrás de mim pedindo para eu ficar e assumir meu trabalho com os cachorros e fazer o que o marido havia me determinado a fazer. Então, disse a ela que já estava empregado em Guaxupé. E, de fato, foi quando vim para cá. Com relação à farmácia, meu primeiro mestre foi o Sr. Pascoal Vômero. Depois, aprendi com a prática.


O TEMPO, ASSIM COMO PARA TODAS AS CIDADES BRASILEIRAS, TROUXE PROBLEMAS DE SEGURANÇA, FALTA DE EMPREGOS, ENCHENTES E A CARÊNCIA DE RECURSOS POR MELHOR ATENDIMENTO À SAÚDE PÚBLICA. COM ESSE QUADRO PRESENTE, HÁ COMO CONTINUAR AMANDO GUAXUPÉ COMO SE AMAVA NO PASSADO?

Apesar de tudo isso, eu continuo amando Guaxupé, sempre me lembrando dos tempos em que cheguei aqui. Lembro-me que, quando vim para a cidade, estavam começando a construir as torres da Catedral. Pude assistir a primeira missa realizada na nova igreja em companhia do meu tio Mesophante. Gostava muito, também, de visitar o colégio das freiras, pois havia muitas meninas bonitas. (risos)

Eu penso que, a população deve manter o que de bom vem sendo feito pela cidade, como: manter as ruas sempre limpas procurando combater as doenças, preservar as construções antigas que há muitas bem danificadas e que os próximos prefeitos continuem seguindo a linha do nosso atual. Sobretudo, que saibam cuidar da saúde do povo. Graças a Deus, Guaxupé é a única cidade da região que tem oito postos de saúde, tem a Santa Casa que é muito bem arrumada e, por tudo o que vem acontecendo no país e no mundo com relação ao Covid-19, nosso hospital está conseguindo manter um bom controle da pandemia. A Dra. Salma Galatte, responsável por esta parte, tem realizado um trabalho muito competente.


FAÇA UMA FRASE PARA NOSSA CIDADE.

“Façamos tudo por essa cidade para que ela continue sendo bem lembrada pelos povos de toda a vizinhança.”


UMA FRASE PARA NOSSA ETERNA AMIZADE.

Rosângela, que você continue sendo como sempre foi: uma amiga que sabe como bem tratar o seu semelhante. E, por favor, acrescente que, uma das referências como casal que tive na vida foram os seus pais, Dr. Espir e Dona Conceição, com quem Guanaíra e eu estávamos sempre conversando. E há uma lembrança que guardo de você também: eu sou louco por chocolate e, muitas vezes, antes de eu ir para a Drogasil, passava no bar da esquina e comprava chocolates para mim e para a Guanaíra. E quando você, ainda tão menina, estava na janela, eu lhe dava um também.


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