Ultranova Tratores: 13 anos movendo a cafeicultura

Os irmãos Irene, Neto e Ieda Rondinelli, proprietários da Ultranova LS Tractor
Um trator novo impressiona facilmente. Tem potência, tecnologia, uma cabine cada vez mais confortável e uma longa lista de especificações. O problema começa quando ele deixa o pátio da concessionária. No campo, catálogos importam menos. A máquina precisa trabalhar. Se parar, alguém precisa atendê-la. Se faltar uma peça no momento errado, algumas horas podem custar caro. E, quando chegar a hora de trocar o equipamento, o produtor provavelmente se lembrará mais do que aconteceu depois da compra do que do discurso feito antes dela. É uma particularidade do mercado de máquinas agrícolas que ajuda a explicar os 13 anos da Ultranova Tratores, de Guaxupé.
Quando a empresa foi inaugurada, em julho de 2013, havia uma dificuldade adicional: não bastava convencer o produtor a comprar um trator. Era preciso convencê-lo a comprar um trator de uma marca que acabava de chegar ao Brasil.
A LS Tractor iniciava naquele mesmo período sua produção nacional, em Garuva, Santa Catarina. Tinha experiência internacional, mas pouca história para contar ao agricultor brasileiro. A Ultranova tornou-se uma das primeiras concessionárias da fabricante no país e a primeira no Sul de Minas. A família Rondinelli apostou assertivamente. O Sul de Minas tinha - e continua tendo - uma extraordinária concentração de produtores rurais e uma cafeicultura que caminhava rapidamente em direção à mecanização. A família Rondinelli já conhecia o negócio de máquinas agrícolas havia décadas. Pedro Rondinelli Filho havia construído sua trajetória empresarial no setor e seus filhos Irene Rondinelli Muradi, Pedro Rondinelli Neto e Ieda Rondinelli Monteiro deram continuidade a essa relação com o agronegócio ao assumir a nova operação.
Guaxupé está no centro de uma região na qual o trator tem uma missão bastante específica. O café não oferece necessariamente as grandes extensões abertas encontradas nas lavouras de grãos. Há entrelinhas, declives e espaços menores. Um trator pode ser potente demais e, ainda assim, inadequado.
Foi nesse mercado que a LS encontrou uma oportunidade e a Ultranova, uma especialização.
Ao longo dos anos, máquinas menores e estreitas, adequadas às características da cafeicultura, ganharam espaço. A mecanização também deixou de ser apenas uma forma de acelerar o trabalho. Tornou-se resposta a um problema econômico: mão de obra mais difícil e cara, margens pressionadas e necessidade de extrair mais produtividade de cada operação. O trator passou, portanto, a disputar outra conta dentro da propriedade. Não apenas a do investimento, mas a da eficiência. Isso mudou também o trabalho de quem o vende.
O agricultor de hoje chega à concessionária mais informado. Compara consumo, transmissão, capacidade hidráulica, implementos, manutenção, financiamento e valor de revenda. Muitas vezes conhece o equipamento antes mesmo de conversar com o vendedor. A internet reduziu a assimetria de informação; a experiência no campo faz o restante. Nesse ambiente, preço continua importante, mas dificilmente resolve tudo.
A Ultranova procurou construir sua posição justamente naquilo que não cabe facilmente numa tabela: relacionamento e pós-venda. Oficina, peças e assistência técnica passaram a acompanhar o crescimento da frota. A equação é bastante pragmática. Uma concessionária pode ganhar um cliente pelo preço; para fazê-lo voltar, precisa entregar algo depois. A empresa ampliou sua atuação para além de Guaxupé. Também desenvolveu parcerias com organizações profundamente ligadas à economia regional. Com a Cooxupé, por exemplo, produtores puderam estruturar operações de aquisição de tratores vinculadas ao café. Poucas formas de financiamento poderiam ser mais características desta parte do Brasil. O café que sai da propriedade ajuda a colocar outra máquina dentro dela.
A consolidação da empresa também produziu um resultado curioso. A concessionária que, em 2013, precisava ajudar a apresentar a LS Tractor ao produtor brasileiro acabaria, alguns anos depois, destacando-se dentro da própria rede da fabricante. Em 2022, a Ultranova foi reconhecida nacionalmente com a primeira colocação na categoria Champion do Programa de Certificação Blue Star, referente à gestão de 2021. A avaliação não considerava somente vendas, mas diferentes aspectos da operação das concessionárias. Para a empresa, o prêmio ofereceu uma medida objetiva de algo mais difícil de quantificar: o amadurecimento do negócio.
Em 2013, a Ultranova precisava convencer agricultores do Sul de Minas de que uma marca recém-chegada ao Brasil merecia uma oportunidade. Atualmente, esse espaço foi conquistado. A concessionária cresce junto com a mecanização da cafeicultura e continua relevante no segmento agronegócio café, acompanhando as mudanças, apresentando soluções e aumentando a capacidade da produção, emprego e renda em toda a região.











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