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Seu filho tem TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade?


Por Ariani Barboza, Neupsicopedagoga

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH - , é considerado como transtorno neurobiológico, de causas genéticas. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 4% da população adulta mundial têm o Transtorno. Só no Brasil, o transtorno atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas adultas.


Geralmente, os sintomas aparecem na infância e, frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida - principalmente quando não é tratado na criança.

Ele também é chamado como Distúrbio do Déficit de Atenção - DDA. Em inglês, também é conhecido de ADD, ADHD ou de AD/HD.


Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento, isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.


Os primeiros sinais deste transtorno surgem depois dos 7 anos, já que entre os 6 e 7 anos as estruturas que regulam a atenção e o comportamento amadurecem.

Em contrapartida, os sinais são mais fáceis de ser identificados nos meninos e, normalmente incluem excesso de desatenção, agitação, teimosia, agressividade ou atitudes impulsivas, que fazem com quem a criança tenha um comportamento inadequado, tendo como consequência, prejuízos no rendimento escolar, já que não presta atenção e não se concentra e se distrai facilmente, além de poder causar muito estresse e desgaste aos pais, familiares e cuidadores.


Uma vez que o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno complexo, seus sinais e sintomas geralmente são divididos em 3 grupos:


A desatenção pode ser identificada por:


- Dificuldade para prestar atenção ou errar por descuido em atividades lúdicas, escolares ou de trabalho;

- Parecer não estar ouvindo quando fala com ele;

- Não seguir instruções em tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais;

- Perder coisas necessárias para tarefas ou atividades;

- Evitar tarefas que exigem esforço mental constante;

- Esquecimentos frequentes em atividades diárias.


Já na hiperatividade-impulsividade tem as seguintes características:


- Agitar as mãos e/ou os pés e se remexer na cadeira;

- Abandonar a cadeira da sala de aula ou outras situações onde se espera que permaneça sentado;

- Correr ou escalar objetos de forma exagerada, em situações inapropriadas;

- Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;

- Estar frequentemente “a mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo vapor”;

- Falar de forma exagerada;

- Dar respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas;

- Ter dificuldade em esperar sua vez;

- Interromper ou se meter em assuntos dos outros.


O que fazer em caso de suspeita?


Caso haja a suspeita de TDAH é importante consultar o pediatra para observar-se o comportamento da criança e avaliar se existe necessidade de intervenção. Caso ele identifique sinais do transtorno, poderá indicar a consulta de outro especialista, como o Neuropsicopedagogo e também o Psiquiatra. Normalmente, o diagnóstico do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade é feito na idade da pré-escola. O procedimento é completamente clínico sendo feito por meio de testes específicos e através da observação do comportamento da criança na escola, em casa e em outros lugares do seu dia-a-dia, para confirmar se existem, pelo menos, 6 sinais que indiquem a presença do transtorno.


Como é o tratamento?


O TDAH possui tratamento e é feito através de uma equipe multidisciplinar, incluindo Neuropsicopedagogos, Psiquiatras, Psicólogos e Pediatras, tendo como objetivo melhorar e evoluir o aprendizado e o desenvolvimento do paciente através de terapias e de acordo com o grau, podendo incluir medicamentos.


* A autora é Graduada em Pedagogia pelo UNIFEG-Guaxupé, pós-graduada em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo - FAMEESP-FGV-RP. Possui Extensão em Neuropsicologia, Consciência Fonológica, Neurociência e Alfabetização. É especialista em aplicação do teste DENVER. É membro titular da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia - SBNPp.

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