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Sem o artesão que produziu 25 mil brinquedos, projeto social poderá ser interrompido


Carlos Conti aos 85 anos. (Divulgação: Deborah Conti

Há mais de 20 anos, o ex-bancário aposentado Carlos Conti deu início à produção de brinquedos artesanais de madeira na oficina de casa. Começou com cinquenta modelos para serem distribuídos a crianças carentes como presente de Natal. Comadesão de mais três voluntários, 25 mil brinquedos foram distribuídos em creches de Guaxupé e instituições sociais.

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Este ano, com a morte de Carlos Conti, em 02 de setembro, os parceiros voluntários - Henrique Bonfim, Karekin Jundurian e Luís Antônio Gabriel - não sabem se terão condições de continuar esse projeto social. A oficina, com dez maquinários, fica na casa da família Conti. Carlos era quem cortava a madeira reciclada e dava forma aos brinquedos. Os parceiros faziam acabamento e outras funções essenciais para distribuírem brinquedos bonitos e embalados para crianças de 3 a 6 anos.


No primeiro ano de voluntariado foram distribuídos 50 brinquedos de vários modelos, para meninas e meninos. Com o passar do tempo, a média anual de produção e distribuição era de 1.200 exemplares. Além de creches, três instituições religiosas eramcontempladas: o Centro Espírita Nova Era, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Pastoral da Criança.

Antes da pandemia, o Papai Noel dos Correios recebia 100 unidades. Em menor quantidade, um parceiro de Cabo Verde distribuía os brinquedos para três instituições locais, incluindo a Apae e um orfanato. A distribuição anual só foi interrompida em 2020, por conta da pandemia. Mesmo com a saúde frágil,antes e depois de passar por uma cirurgia, Carlos Conti, aos 85 anos, e seus parceiros mantiveram a distribuição anual de mais de mil brinquedos em 2021. Todas as crianças de creches de Guaxupé ganharam mais de 800 unidades.

Uma criança de creche, de 3 a 6 anos, pode receber brinquedos por até quatro seguidos. Por isso, a cada ano havia variedade de modelos. Este ano, os brinquedos foram bem diversificados: três tipos de aviões, jogo de cozinha, caminhão basculante e com carreta, três tipos de quebra-cabeça, cachorrinho e teco-teco puxados pela mão.


Vendidos na Feira de Natal

Pela primeira vez, uma pequena quantidade debrinquedos de Carlos Conti e amigos serácomercializada na Feira de Natal Arte Nossa, que acontecerá de 16.11 a 18.12, na Rua Barão de Guaxupé, 30. A renda será doada para a Associação Projeto no Deserto (APND), que se dedica à recuperação de dependentes químicos e de álcool. Um brinquedo artesanal, de madeira reciclada e já embalado para presente custará entre 15 a 40 reais.

(Sílvio Reis)

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