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SÍLVIA RIBEIRO E SUA VISÃO ASSOCIATIVISTA

Uma história bem sucedida no segmento de Drogarias vem sendo escrita pela farmacêutica guaxupeana Silvia Maria Carvalho Ribeiro, formada pela Universidade Federal de Alfenas, em 1986. Vinda de uma família que possui uma atuação histórica no comércio de Guaxupé, ela conseguiu conciliar a vocação comercial nata à saúde, sua outra grande paixão.

Ela foi para o balcão de vendas ainda na adolescência quando começou a ter um contato diretamente com o público. “Meus tios mantiveram por anos a Casa das Linhas e foi lá que, durante as férias, comecei a trabalhar e aprendi a atender. A decisão em cursar farmácia veio somente no momento do vestibular. Naquela época estava em dúvida entre os cursos de Odontologia e Farmácia. Hoje tenho certeza de que fiz a escolha certa”, comenta a empresária.


Ela conta que a formação de um farmacêutico envolve muitas matérias de alta complexidade além de extremamente técnicas. “A gente apende como fazer um medicamento e suas ações esperadas. A parte comercial mesmo praticamente não existe, apenas alguns pontos sobre legislação. Como minha meta era atuar no comércio, fiz outros cursos para me aperfeiçoar, inclusive tenho MBA em Administração”. Há alguns anos, cursava-se Farmácia e, no último ano, o aluno decidia se especializava em Farmácia Bioquímica ou Farmácia Industrial. Como Sílvia queria mesmo o comércio, ela encerrou seu curso sem especialização – que não era necessária para o ramo que iria atuar.

Após a conclusão e com o diploma em mãos, ela optou por regressar à Guaxupé e contribuir para o desenvolvimento da cidade. “Meu pai infelizmente faleceu quando eu tinha apenas 10 anos de idade. Sou a filha mais velha de Izabel Cecílio Ribeiro, D. Nenê. Dividimos as obrigações de cuidar dos irmãos mais novos. Todos se formaram: Guy Carvalho é agrônomo; Alexandre é Veterinário e Juliana é farmacêutica”.

Em 1987, ela fundou sua primeira farmácia, a Drogaria Guaxupé, na rua Pereira do Nascimento e no ano seguinte estabeleceu-se na avenida Conde Ribeiro do Valle, onde hoje está o Instituto Nacional do Seguro Social. “O nome da farmácia, além de uma homenagem a minha cidade, era muito bom comercialmente. Já tinha visto Drogaria São Paulo e outras que traziam o nome da cidade e resolvi que minha farmácia se chamaria Drogaria Guaxupé. Hoje, nesse imenso complexo de redes que participamos, nosso grupo empresarial é chamado de Drogarias Guaxupé, o que para mim, é um orgulho”, diz.

Depois de 2 anos, por volta de 1989, a farmacêutica resolveu investir na Avenida D. Floriana, que naquela época tinha asfalto somente até onde hoje se encontra a Rodoviária, que obviamente, naquela época também não existia. Ali tinha uma grande árvore, chamada de Calipão, próximo onde hoje é o São João Supermercados. A estrada de chão que produzia muito pó foi um dos grandes dificultadores da permanência da farmácia naquele local. “Fui vencida pelo cansaço. Era estrada de terra e entrava muita poeira e a gente não vencia limpar. Até lombada eu mesma fiz na rua com uma enxada. Os carros que vinham das fazendas passavam por lá em alta velocidade e, com aquela lombada, amenizou um pouco a situação”, conta em meio a sorrisos.

Nesta época, Sílvia tinha apenas 24 anos e decidiu, estrategicamente, recuar e fechar a farmácia, potencializando todo seu foco na Drogaria Guaxupé do centro. Foi o caminho correto que possibilitou o crescimento vigoroso da empresa. Algum tempo depois, surgiu a oportunidade de comprar uma farmácia que estava fechando na Avenida D. Floriana. Tempo depois, ela transferiu para o prédio da antiga Sorveteria Pinguim. Alguns anos mais tarde, construiu seu prédio próprio e estabeleceu-se definitivamente com a Multidrogas Guaxupé. Empreendedora nata, ela ainda abraçou o desafio de mais uma farmácia, a FarmaPopular, também na avenida Conde Ribeiro do Valle. “Meu preparo acadêmico em administração, além de estar presente em redes associativistas do segmento, me proporcionaram um conhecimento importantíssimo que hoje compõem meu sistema de gestão. Estou sempre envolvida com cursos, fóruns e atualizações que me trazem uma visão macro do negócio. Todos esses fatores levaram as drogarias a terem esse vigor nesse mercado tão competitivo”, analisa.

Ao longo desses mais de 30 anos de atuação, a empresária viveu momentos tensos com os vários planos econômicos impostos pelos governos passados. “Na época da inflação galopante, quando tudo era precificado em Unidade real de valor – a URV, foi terrível. Era preferível não abrir a Farmácia e não vender, do que vender e ter prejuízo no dia seguinte, pois os preços mudavam a todo momento. Foram momentos difíceis, mas que com visão e boa administração, conseguimos superar”.



O QUE MUDOU


Muitas coisas mudaram nesses mais de 30 anos de farmácia. Sílvia lembra que antigamente as pessoas não tinham tantas informações sobre os medicamentos que iriam utilizar e cabia ao farmacêutico explicar tudo nos mínimos detalhes. “O celular ajudou muito e hoje muitos clientes já chegam na farmácia sabendo muito sobre o medicamento. Mesmo assim, a orientação do farmacêutico continua sendo imprescindível”.


ASSOCIATIVISMO


A empresária também tem uma forte atuação no segmento associativista brasileiro. Atualmente, é membro de 2 redes farmacêuticas e também já presidiu a DrogaRede, uma das primeiras associações de farmácias do país, fundada em novembro de 1996. Naquela época, a sede era em Poços de Caldas, atuava em 8 regiões e Sílvia tornou-se responsável pelo setor do sudoeste mineiro. “Acabei sendo escolhida para representar e gerenciar essa área de atuação. Algum tempo depois, nosso presidente teve que se afastar e optamos por consolidar uma diretoria colegiada, a qual fiz parte. Em seguida, tornei-me presidente em um momento importante de crescimento da rede. Também fui membro do conselho de administração e quando a sede passou a ser em Divinópolis, resolvi deixar e migrar para redes do estado de São Paulo, pela proximidade de Guaxupé, o que facilitaria minha participação em reuniões e também no que diz respeito a logística. Atualmente, também faço parte da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias. O associativismo para mim é uma paixão. Gosto de fazer pelo coletivo. Somar forças. Ter uma recompensa melhor”.


PRESENTE E FUTURO


Em suas empresas toda a legislação é cumprida à risca. Possui farmacêuticos formados – e alguns com pós-graduação e especializações – durante todo o período de atendimento ao cliente. Para ela, mais que um dever, trata-se da gestão de qualidade de suas farmácias. “Atender com qualidade e segurança é nosso objetivo. Analisar o receituário médico e explicar criteriosamente ao cliente sobre a forma correta de utilização do medicamento, a dosagem, a periodicidade, as possíveis interações medicamentosas. Essa gama de fatores é que possibilitará o efeito desejado ao nosso cliente. Nunca tivemos problema algum nesse aspecto”.

Atualmente, a empresa gera 30 empregos diretos e outros indiretos e sua meta ainda não foi cumprida. Com essa rica bagagem de conhecimento e experiência, ela ainda tem planos para o futuro. “Não me canso de estudar, aperfeiçoar e buscar ainda mais conhecimento. Não vou me aposentar tão cedo. Ainda tenho muito fôlego para trabalhar pela saúde dos meus clientes da minha querida Guaxupé”, finaliza.

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