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PSICOLOGIA: COMO ANDA SUA SAÚDE MENTAL?

Por Kelly Cristina Macedo Amaral*



Quando encontramos um conhecido na rua que nos pergunta como andam as coisas a tendência é sempre respondermos que esta tudo bem e logo devolvemos a pergunta ao outro que espelha a mesma resposta. Mas se a conversa se prolonga, o que pode aparecer geralmente são queixas em relação a saúde física, “Rapaz preciso ir no cardiologista” ou então “Amiga, não sei o que fazer, estou tendo dores de cabeça horríveis”. E assim segue a conversa. Mas o que pode estar por trás destes e outros sintomas? Geralmente é aquilo “que não pode ser dito”: as dores da alma.


Falar sobre tristezas, angustias, medos, ansiedade, pensamentos negativos, sempre foi um tabu em nossa sociedade, para muitas pessoas falar sobre sua saúde mental incomoda o outro e lhe coloca num lugar de menos valia, como se tivéssemos que ser forte o tempo todo e dar conta de tudo, ter todas as respostas. Mas quando calamos nossa alma, nosso corpo fala e aí adoecemos. Há alteração do sono, preocupação excessiva, instabilidade do humor, isolamento social, alteração do apetite, choro constante, perda de interesse em atividades que sempre realizou, dores de cabeça constantes, dificuldade mais intensa de lidar com mudanças e inabilidade nas relações interpessoais.


Quando olhamos para trás, vemos uma pandemia que nos apresentou uma doença nunca vista, nos deparamos com incertezas, afastamentos de pessoas e lugares que amamos, comportamentos que não faziam parte de nossa cultura e, infelizmente, a perda de pessoas conhecidas e amadas. Sobreviver a tudo isso foi, com certeza, o maior desafio que a humanidade enfrentou.


Cuidar de nossa saúde mental passou a ser um compromisso mundial e coletivo, por isso, é o oportuno reforçar a importância de nos olharmos com mais empatia e respeito, evitando estigmas, preconceitos e a descriminalização de um sofrimento que hoje atinge o Brasil de forma preocupante.

Segundo atualizações divulgadas em 2023 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental. Nosso país não pode se orgulhar em ser o primeiro no mundo em casos de ansiedade e o quinto em casos de depressão, sendo os únicos latino-americanos neste triste top 10.


Mas o que podemos fazer para cuidar de um dos órgãos mais importantes do nosso corpo, o cérebro? Abaixo algumas dicas para iniciar essa jornada de auto cuidado:

- Use a tecnologia de forma saudável e controlada;

- Busque alguma atividade física que lhe seja interessante;

- Entre em contato com a natureza sempre que puder;

- Procure fazer todas as refeições de forma saudável e equilibrada;

- Estabeleça uma rotina de sono, com horários regulares e um ambiente tranquilo antes de adormecer;

- Priorize ao seu lado pessoas que lhe dão prazer (cultive e semeie o amor).


Converse sobre suas dores com alguém que confie e que lhe acolha sem julgamentos e caso as coisas fiquem difíceis, procure um profissional da saúde mental. Cuide do seu bem maior.. Você mesmo!

(Fontes: Ministério da Saúde e OMS)


*A autora é graduada há 18 anos em psicologia pela UMESP; Pós-graduada em Constelação Familiar Sistêmica pela USCS; Em Formação em Terapia de Casal e Família pelo ITFMGa; Especialista em adoções de crianças e adolescentes, orientação familiar no pré e pós adoção.  Psicóloga clínica de adultos, adolescentes, crianças, casais e família. Presencial na Clínica Neuroviver ou no formato online. 

Contato: (35) 99909-5009


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