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Por onde você anda, João Paulo Menabó?



Por Meíta Bardí


Quando fui convidado pela Meíta para contar minha trajetória nesta coluna, fiquei muito feliz. Não seria justo, se deixasse de compartilhar esta oportunidade com minha esposa Fernanda, justamente no ano que comemoramos 15 anos de casados e 21 anos de união. Juntos, passamos mais da metade das nossas vidas e com certeza, tudo o que conquistei foi junto com ela! Uma mulher, esposa e mãe fantástica, companheira, batalhadora e acima de tudo sonhadora. Sonhamos, lutamos, caímos, reinventamos e crescemos sempre juntos, construindo uma família sensacional. Fernanda, eu te amo!


Sou João Paulo de Souza Menabó, tenho 39 anos, filho de Antonio Menabó Junior, mecânico, e Wania Regina de Souza Menabó, servidora pública. Sou irmão com muito orgulho, de Júlio César (Juca) e Paulo César (Pulica).

Sou casado há 15 anos com Fernanda Vieira Matos de Sá Menabó, hoje com 34 anos, filha de Maria Helena dos Santos Vieira e Joel Tadeu Matos de Sá (falecido). Temos três lindos filhos, razão de nossas vidas. Pedro Lucas, o primogênito com 15 anos e os gêmeos Maria Rita e Marcos Paulo, com 13 anos. Ah, temos também a “Belinha” uma Shih Tzu sensacional!


Minha infância foi simples, mas intensa. Morei no Colmeia II, na mesma casa que meus pais ainda moram. Brincávamos na rua, numa época que era saudável e seguro, sempre rodeado de muitos amigos. Lá em casa, organizávamos até campeonato de futebol! Estudei no Parque Infantil, Grupo Coronel, Polivalente e me formei em Administração de Empresas em 2004, já em São Paulo. Servi o Tiro de Guerra em 2000, onde fiz grandes amigos e tive a oportunidade de desenvolver uma das características muito importantes da minha vida – a LIDERANÇA!




Comecei a trabalhar bem cedo na oficina do meu pai com cerca de 10 anos. Aos 14 anos, fui trabalhar como office-boy na Exportadora de Café, no departamento financeiro sob gestão da Dilva Salgado e Celso Ciarallo, grandes profissionais que merecem meu reconhecimento, onde iniciei minha carreira e lá fiquei até 2002. Justamente nesta fase minha vida começa a mudar, ou, “capota” literalmente.


Em 1999, conheci a Fernanda e começamos a namorar. Em agosto de 2001 havíamos rompido o namoro e numa noite achando que era piloto de corrida, sofri um acidente gravíssimo que me deixou acamado por quase 4 meses. Fase terrível, mas de muito aprendizado! Reatamos o namoro e aprendi a respeitar e amar ainda mais minha família e amigos, pois foram dias duros em que todos ao meu lado mudaram suas vidas para me ajudar!


Quando estava me recuperando do acidente, meu tio Wander (Wandão), procurou-me para trabalhar com ele em São Paulo. Sempre sonhei em trabalhar em São Paulo, pois via ali um potencial enorme de crescimento, oportunidades e tudo mais. Desafio aceito, juntei minhas “tralhas” e em janeiro de 2002 fui morar em São Paulo para trabalhar na LIGMOTO, uma das maiores empresas de motoboy e lá fiquei de 2002 a 2009. Wander e Cristina Brazão foram meus pais aqui em São Paulo. No início me deram casa, comida e trabalho! Ensinaram-me muita coisa, tanto na vida pessoal quanto profissional, pois sempre estiveram cercados de grandes e importantes amigos! Gratidão eterna!


A vida em São Paulo parece fácil para quem de longe vê, mas aqui o filho chora e a mãe não vê! Dividi apartamento com amigos, como Luiz Costa, Haroldo, Paulinho Coelho, Elizeu e Thedo Nardi, aprendendo a me virar sozinho, longe das asas da mãe que sempre cuidou demais!





Em 2004, recebo da Fernanda uma notícia que iria transformar nossas vidas para sempre! Fernanda estava grávida – ela com 19 e eu com 23 anos - e não tínhamos R$ 1,00 para nos cuidar! Mesmo assim, resolvemos alugar um apartamento para morarmos juntos mais perto do trabalho, pois Fernanda morava bem distante na casa de uma tia e a vida de gestante não é nada fácil para quem usa condução em São Paulo. Em Jan/2005, nasce Pedro Lucas, nosso primogênito e neste mesmo ano, em abril, nos casamos na Catedral em Guaxupé.

Em Novembro de 2006, pasmem, a gente conseguindo se organizar financeiramente, Deus nos presenteia com os gêmeos, Maria Rita e Marcos Paulo. Pensa numa vida tranquila! Jovens, inexperientes, grana curta, três filhos para cuidar e ainda por cima, morávamos sozinhos em São Paulo!


Desde minha ida para São Paulo, voltamos duas vezes para tentar a vida na terrinha. A primeira foi em 2004-2005 para trabalhar na Visualize, do Rogerinho Faria, época que nasceu o Pedro Lucas e, de 2009-2011 para empreender em moda íntima. Apesar do esforço para expandirmos este ramo na cidade, a experiência foi uma catástrofe. Falido e arrasado profissionalmente, consegui uma oportunidade para trabalhar no São João Supermercados, do nosso querido Jarbinhas. Período de muitos erros, mas que se tornaram grandes conhecimentos na vida pessoal e profissional!


Em 2011, quase em depressão por conta dos “capotes da vida” estava murchando cada vez mais e um dia em casa, Fernanda me disse: “você não tem coragem de voltar para São Paulo? Está conformado com essa vida e não está fazendo nada para mudar. Acorda!”

Foi o empurrão que precisava – daí a importância de uma esposa batalhadora. Fiz contatos com Wandão, Hebinho Quintella, Sergio Viriato e outros amigos e disse precisava voltar para São Paulo. Dias depois fui contratado para trabalhar no 9º Cartório de Notas de São Paulo, como assessor financeiro do tabelião. Experiência totalmente nova. Ávido por novos conhecimentos, aprendi a lavrar escrituras, procurações e reconhecimento de firmas que foram a base do meu negócio atual.


Por ironia da vida, depois da experiência fracassada de empreender, havia jurado para minha esposa que nunca mais seria patrão! Mas há uma frase que diz que “quando a gente planeja, Deus ri!”. Pois bem, em 2013, me desliguei do Cartório e me tornei sócio na empresa que mais tarde seria minha, que prestava assessoria cartorária a bancos como Santander, Itaú e Bradesco, para regularizações de imóveis, pesquisa de certidões, lavratura de escrituras e registros cartorários.


Em 2015, compramos a parte do meu sócio e fundamos a ESSENCIAL REGISTROS. Na época, com apenas 1 funcionário, começamos um trabalho árduo. Tomei a frente do negócio e Fernanda, tomou a frente da casa e dos filhos, cuidando primorosamente de tudo, pois a grana era tão curta que mal conseguíamos nos manter! Desenvolvemos novos serviços, noites e noites em claro, viajei muito para os quatro cantos do país e expandimos a atuação para todo Brasil. Hoje somos uma família de quase 300 pessoas em todo Brasil, tornando uma das referências do mercado nacional!


Graças a Deus sempre tivemos uma vida acelerada - típica da cidade grande - mas bastante prazerosa, mesmo nos períodos mais difíceis. Temos grandes amigos que sempre nos receberam muito bem em suas famílias, formando uma única família com múltiplos sobrenomes. Muitos deles já foram para Guaxupé e fazem parte da nossa família daí da terrinha!


Hoje, posso afirmar que somos realizados pessoal e profissionalmente. Foram muitas dificuldades, decepções, apertos e saudades. Choramos juntos, mas também sorrimos e vencemos juntos. Educamos nossos filhos, realizamos sonhos de viajar, de conhecer lugares e pessoas incríveis, sempre com a benção de Nosso Senhor e apoio incondicional dos nossos familiares, que tanto amamos!


Sonhamos e batalhamos por um mundo melhor para todos. Um mundo de verdades, amor e respeito ao próximo, fé, saúde e união entre todos! Pautamos nossa vida por metas e nosso próximo objetivo é mandar nossos filhos para intercâmbio no exterior, para que possam adquirir novas experiências e conhecimentos, o que para nós foi impossível.


Aos leitores da Revista Mídia, gostaria de deixar uma reflexão sobre as reviravoltas da vida, afinal o mundo não gira, o mundo capota. Depois de tantos erros e acertos, uma frase passou a nortear minha vida e me faz refletir diariamente, que é “O foco deve ser sempre na solução e nunca no problema, pois não há problema sem solução!”. Com este “mantra” - simples - ao invés de chorar e lamentar as dificuldades e problemas da vida, foco sempre na solução, vou à luta, inovo, aprendo e busco uma saída, seja ela simples ou complicada, doce ou amarga, mas sempre uma solução para aquele determinado problema e assim, vou vencendo batalha por batalha. A satisfação e o prazer de vencer é sensacional e deve ser experimentada por todos, pois serve como combustível para os próximos desafios, tornando as coisas muito mais fáceis.

Lembrança a todos e #FicaEmCasa

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