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Pessoas sem sintomas são responsáveis por dois terços das infecções


Conforme relatado em um recente estudo publicado na revista Science, pessoas assintomáticas com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV2) são responsáveis por dois terços das infecções. Essas transmissões enfatizam a importância de medidas de distanciamento social que estão sendo adotadas em comunidades americanas e europeias.


O alerta vem de um grupo de cientistas coordenado pelo médico Jeffrey Shaman, da Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia, de Nova York, nos Estados Unidos.


O estudo mostra que, apesar dos pacientes que desenvolvem a doença serem duas vezes mais contagiosos, os assintomáticos chegam a ser seis vezes mais numerosos mesmo com propensão menor a infectar outros, tornando-se o motor dessa epidemia.


“A maioria dessas infecções é leve, com poucos sintomas mas, se transmitidas, podem matar idosos ou medicamente vulneráveis. As pessoas podem não reconhecer ou achar que estão resfriados”, explica Jeffrey Shaman.


Disseminação do coronavírus


Esses achados explicam a rápida disseminação geográfica da doença e sugerem que o controle pode ser difícil. Os números foram retirados da análise dos casos registrados em Wuhan, epicentro da epidemia na China, antes do toque de recolher, em 23 de janeiro. Segundo estimativas, naquele contexto, os portadores assintomáticos do vírus representavam 86% dos casos.


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“A explosão da epidemia na China foi amplamente impulsionada por indivíduos com sintomas leves ou ausentes, que passaram despercebidos”, afirmou Jeffrey Shaman, da Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia, de Nova York, que liderou o estudo.

Não à toa essas transmissões ocultas continuarão representando um grande desafio para a contenção dessa epidemia em andamento.


Simulação via computador


Seis de cada sete infecções (86%) não foram detectadas na China antes das estritas restrições de viagem de janeiro, de acordo com o modelo de computador da equipe. Esse período de viagens e visitas sem restrições era semelhante à vida nas movimentadas cidades americanas e europeias antes de novas diretrizes e restrições.


Entretanto, a qualidade dessas amostras e a probabilidade de resultados falsos negativos em pacientes assintomáticos não foram levadas em consideração naquela época.

Para estimar os casos atualmente assintomáticos foi utilizado um modelo de simulação computacional, que cruzou dados de incidência da doença com dados de mobilidade de pessoas na China para comparar os períodos antes e depois da restrição de circulação, o que foi eficaz em frear o crescimento do surto.



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Agora, com o resultado do estudo, há instituições americanas, chinesas e britânicas de pesquisa questionando a esperança de que os casos assintomáticos não fossem tantos.


“A elevada consciência sobre o surto, o aumento no uso de medidas de proteção pessoal e a restrição de transporte ajudaram a reduzir a força total da infecção, mas não está claro se essa redução será suficiente para cortar totalmente a disseminação do vírus”, diz o pesquisador.


Jeffrey Shaman ainda complementa que se o coronavírus seguir o padrão da pandemia de gripe H1N1 de 2009, ele também vai se espalhar globalmente para se tornar um quinto coronavírus endêmico dentro da população humana.


(CLIQUE AQUI e veja a reportagem completa da Revista Science)


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