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O legado, as conquistas e os novos desafios da singular Gisseli Ávila



ODONTÓLOGA POÇOS-CALDENSE POSSUI UM DOS CURRÍCULOS MAIS COMPLETOS DO SEGMENTO NO BRASIL.

Ela foi criada, desde a infância, dentro de consultórios odontológicos. Sempre com olhar curioso e incansável na busca de aprendizagem. Nasceu no dia dedicado aos dentista brasileiro – um grande indicativo da trajetória profissional brilhante que iria escrever.

Essa história é da cirurgiã-dentista Gisseli Ávila. Trata-se, atualmente, de uma das maiores personalidades do segmento odontológico do Brasil. Ao lado do esposo e também odontólogo, Sérgio Dias, idealizaram o Implar, primeiro hospital odontológico de Minas Gerais e referência absoluta no Brasil. A busca por inovações no setor é uma constante. É pioneira em diversas áreas, avança em tecnologia e aprimora-se em atualizações acadêmicas rumo a excelência na área.

O hospital Implar recebe pacientes de todas as regiões do Brasil e também do mundo. Possui uma completa estrutura física, tecnológica e é amplamente reconhecido pelo competente e personificado atendimento. Gisseli, com seu extremo cuidado com os pacientes, contagia toda a equipe que promove um atendimento totalmente humanizado - digno de aplausos.


Gisseli, hoje com 39 anos, formou-se em odontologia pela USP-Ribeirão Preto, concluiu mestrado em clínica odontológica com área de atuação prótese dentária. Fez doutorado em reabilitação oral na USP-Ribeirão Preto, pós-doutorado em biotecnologia na USP-São Carlos e, recentemente, defendeu seu segundo doutorado em Implantodontia no Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic, em Campinas. Desde 2012 realiza cursos na área de Harmonização Facial e, com a liberação do Conselho Federal de Odontologia para esta área, se especializou também. Além de diretora do Hospital Implar, é também responsável pelas áreas de cirurgia, implantodontia e Harmonização Facial. Polivalente, atua professora de cursos de Mestrado, é detentora de patentes odontológicas, palestrante e organizadora de eventos odontológicos. É membro do Lide Mulher, da Sociedade Pesquisa Odonto, da Academia Americana de Osseointegração, Membro da Associação Brasileira de Odontologia do Sono e Membro Digital Dentistry Society. Foi Premiada como empreendedora mineira 2020. Um currículo admirável para uma profissional tão jovem.

Ela recebeu a reportagem da MÍDIA para contar um pouco de sua história, de sua infância e de seus desafios enquanto mulher, esposa, mãe e profissional. Confira.


Como foi sua infância?

Sou filha de dentistas. Minha infância foi dentro de consultórios odontológicos. Sempre gostei de ver meus pais trabalhando e, nas férias, ficava dentro do laboratório de prótese que meu pai tinha com um parceiro. Ao lado do consultório dele, ficava brincando com os produtos odontológicos. Aprendi todos os fundamentos protéticos brincando. Fazia sapatos para a Barbie, fazendo bicos para bonecas de resina acrílica e personalizava como se estivesse fazendo aparelhos ortodônticos coloridos. Minha Barbie era a única a ter os sapatos transparentes como a cinderela! A criatividade era o item mais importante a ser explorado. Agradeço muito a minha mãe por ter incentivado essa criatividade que faz a diferença até os dias de hoje. Frequentava os congressos de odontologia com meus pais e isso foi um fator muito facilitador para minha graduação, pois os termos técnicos e as informações já estavam guardadas em algum lugar do cérebro. Tinha apenas 12 anos quando ganhei meu primeiro certificado no maior congresso de odontologia. Fui inscrita oficialmente no evento como Técnica em Higiene Bucal e, para mim, aquele certificado teve um valor imenso. Desde os 9 anos comecei ter uma responsabilidade maior dentro do consultório do meu pai. Eu era a secretária dele. Me sentia muito útil e importante pelo título que tinha. Receber meu salário era algo muito maravilhoso! Tudo poderia ser diferente e eu não saber o valor das coisas. Aprendi a valorizar o trabalho dos meus pais e que nada caía do céu. Hoje, acredito ser um grande erro os filhos não poderem ajudar seus pais em um comércio ou no negócio da família! Acredito muito que as crianças precisam ter seus momentos de brincar sim, mas precisam aprender que têm deveres também, responsabilidades e que se trabalharem irão conquistar tudo que desejarem. Quando recebi meu primeiro salário, fui comprar um urso gigante da marca Giovanna Baby, que era o sonho de consumo. Vi que precisei trabalhar o mês todo para poder comprar apenas uma única coisa que eu sonhava. Esse fato me fez valorizar os presentes que meus pais me davam. Com quantos anos percebeu sua vocação para a área? Eu sempre tive muita habilidade manual e minha mãe sempre me incentivou muito. Acabei desenvolvendo uma habilidade manual muito aguçada. Aprendi pintura desde cedo, fazia cursos de desenho, aulas de artesanatos, crochê, tricô, corte e costura. Fazia tudo com muito capricho. Acredito que esse incentivo foi o maior facilitador para o sucesso da minha profissão que depende das mãos e do capricho. Além de amar trabalhos manuais, sempre gostei de cuidar das pessoas e esse dom eu acredito que também foi muito trabalhado nessa fase de convívio com os clientes dos meus pais. Eles sempre foram muito humanos e sempre respeitaram as pessoas. Acredito que também seja um dos maiores pontos positivos para eu ter escolhido a profissão. Qual a influência de sua mãe na sua decisão profissional? Acredito que por minha mãe, Clarice Ávila, e meu pai, José Nivaldo Ávila, amarem a profissão, acabaram passando essa paixão para nós - para mim, minha irmã Viviane e para o meu irmão Ricardo. Acabou nos despertando para uma profissão maravilhosa! Todos nós passamos pela clínica para ajudar, pois sempre trabalharam muito e, como éramos pequenos, foi uma forma de manter a proximidade da família e uma forma de valorizarmos tudo que eles conquistavam. Minha mãe nunca nos obrigou a seguir a carreira, mas acredito que a paixão deles foi repassada para nós. Quando eu tinha 12 anos meu pai, que era uma pessoa exemplar, extremamente ativo e trabalhador, teve que interromper sua carreira profissional devido a um acidente vascular cerebral. Esse fato mudou bastante o rumo de toda nossa família. Mas como minha mãe também era da mesma área profissional, acabou assumindo tudo e todos, mas claro, com a ajuda dos filhos que já estavam inseridos no sistema. Foram anos bastante turbulentos mas a união da família se manteve devido a garra e força de minha mãe. Um ano e meio depois meu pai veio a falecer. Eu perdi ali o meu maior ídolo. Ele sempre foi uma grande inspiração profissional e pessoal também. Mas a vida seguiu e minha mãe deu conta de tudo novamente. Quando chegou a época de vestibular fiquei em dúvida entre Medicina e Odontologia. Mas, bastou uma semana dentro de um hospital da Unesp em Botucatu com minha prima médica, para eu decidir prestar o vestibular apenas para Odontologia. Foi a melhor decisão que tomei!



Durante sua formação, qual área do curso mais chamava sua atenção? Por quê? Durante o curso de graduação eu participei de várias comissões organizadoras de eventos. Sempre participei das diretorias de eventos, me destaquei bastante na área estética e cirúrgica. Fiz vários cursos durante a graduação de atualização em dentística restauradora estética e de cirurgias avançadas. Participei de todos os eventos com os melhores palestrantes brasileiros e tinha certeza que um dia me tornaria uma dessas pessoas referências na odontologia. Me lembro de todos os finais de semanas que retornava de Ribeirão Preto para Poços e ajudava minha mãe no consultório a atender as crianças carentes da Casa do Menor. Eu atendia com o maior amor do mundo. Durante as minhas férias também me dedicava ao atendimento de pessoas carentes. Era um trabalho que meu pai sempre fez: cuidar das crianças abandonadas. Após a conclusão, quais foram os seus primeiros desafios? Assim que me formei sabia que precisava bater asas! Comprei o melhor equipamento odontológico que existia no mercado e eu mesma paguei com meu trabalho. Essa sensação de independência me deixava ainda mais feliz! No mesmo ano que me formei, prestei uma prova de mestrado para saber como era e, para minha surpresa, fui selecionada para uma das 2 vagas! Que felicidade! Não poderia imaginar que passaria nessa prova, pois sempre ouvia dizer da dificuldade! Enfim, estava eu recém-formada e cursando Mestrado. Como cresci profissionalmente nessa fase! Foi um esforço muito grande para dar conta da agenda lotada, estudar, fazer seminários e viajar toda semana - pois o curso eram 3 dias consecutivos. Mas valeu muito a pena.





Ao lado do esposo, Dr. Sérgio Dias, compôs uma dupla que deu certo no amor e na carreira. Quando e como começou essa relação? Conheci o Sérgio, uma pessoa ímpar, que era meu professor do mestrado. Possui uma inteligência que nunca havia encontrado em ninguém. Decidi me casar, pois seria meu complemento! Tinha certeza que nossa união seria algo muito além de um casal! Tinha certeza que estaria com uma pessoa para somar em tudo. Defendi o Mestrado e já estava prestando a outra prova: doutorado da USP Ribeirão Preto. Algo que nem imaginava atingir, mas o Sérgio, com toda sua paciência me convenceu que eu teria que tentar prestar a prova. Meus concorrentes nada mais eram que meus professores de graduação. Profissionais admiráveis, bem sucedidos e com uma produção científica magnífica. Decidi desmarcar meus clientes e ficar uma semana inteira trancada dentro de um hotel estudando. Era muita coisa para estudar: simplesmente todas as áreas da odontologia, pois o doutorado seria em Reabilitação Oral. Prestei a prova e, para minha surpresa, estava dentro do tão sonhado e inatingível doutorado na USP ao lado dos maiores nomes da odontologia. Era muito para uma menina de 23 anos, mas tudo isso não me intimidou. Nessa época também nasceu o IMPLAR. Era a união dos consultórios de Gisseli e Sérgio. Sabíamos que os dois dariam o melhor para transformar a vida dos clientes então, além de nos dedicar plenamente à profissão, começamos a nos dedicar na área administrativa e de gestão. Foram inúmeros cursos e muito estudo nesse segmento - mas sabíamos que o céu era o limite. A idealização do primeiro Hospital Odontológico em Minas Gerais foi detalhadamente estudada. Conte-nos como foi esse planejamento. A nossa força de vontade e a dedicação constante e nosso trabalho foram determinantes para vislumbrar onde o IMPLAR iria chegar. Tivemos sempre um respeito muito grande por nossa equipe, pois sabíamos que precisávamos da dedicação de todos. Somos muito privilegiados por termos encontrado muitas pessoas boas nessa nossa trajetória, pessoas que vestiram a camisa conosco. O IMPLAR já estava pequeno. Tínhamos 3 unidades em Poços de Caldas mas sentíamos a necessidade de ser mais. Iniciamos uma obra de 2 mil metros quadrados para conseguir a unificação estas unidades. Me dediquei muito nesta obra. Estudei muito. Comprava materiais de construção durante as viagens que fazia para a conclusão do doutorado em Ribeirão Preto e finalização da especialização em implantodontia, que também estava cursando em Campinas. Frequentava eventos de arquitetura e estudava as normas para a implantação do primeiro hospital odontológico do Estado. Hoje, relembrando desses tempos, fico refletindo e agradecendo por tudo que aconteceu, por todos que ajudaram e outros que tentaram atrapalhar nossos sonhos. Realmente, desistir seria o caminho mais fácil. Mas acredito muito no propósito que o casal parceiro tem. Sempre tivemos o apoio um do outro em todas as decisões. Sabemos que sempre chegaremos onde quisermos, com muito respeito e sem passar por sobre ninguém.

Com uma estrutura admirável, faltava a composição humana. Como formou tão competente equipe? Sempre valorizamos muito nossa equipe. Sem esse respeito e parceria, jamais chegaríamos onde queríamos, ainda mais que além do Implar, tínhamos outros negócios em andamento e precisávamos de muita gente competente. Formamos e capacitamos muita gente boa! Sabíamos que o maior investimento seria formar essas pessoas como precisávamos. Hoje, agradecemos muito a Deus por permitir que tanta gente boa chegue até nós. Acreditamos muito na lei da atração - que os bons atraem pessoas boas. Qual a estrutura e quais áreas o hospital está apto a atender? O hospital odontológico IMPLAR tem sua estrutura focada nos conceitos inovadores da odontologia digital. Sendo assim, está apto a fazer atendimentos nas diversas áreas da odontologia. Existe um foco principal: o tratamento em tempo reduzido. Para isso, utilizamos os mais inovadores conceitos e equipamentos interligados dentro de um conceito que utiliza a inteligência artificial no comando das ações. O hospital odontológico IMPLAR é extremamente especializado no atendimento de resoluções complexas. Os seus conceitos cirúrgicos foram construídos e são executados utilizando também essa metodologia digital que permite que as cirurgias, além de serem feitas em tempos reduzidos, sejam guiadas por computadores utilizando, para isso, os novos conceitos da odontologia robótica.

Reconhecido em todo o Brasil, agora atende pacientes de outros países. Como você analisa isso? O IMPLAR iniciou sua atividade na cidade de Poços de Caldas e, em um período bastante curto, tornou-se conhecido não só no Brasil mas também no exterior. Essa rapidez na divulgação do hospital odontológico IMPLAR está pautado em dois pilares que consideramos extremamente importantes. O principal deles é o resultado, ou seja, aquilo que se entrega ao cliente. O segundo é estar sempre a frente em termos de recursos tecnológicos. Então, a união destes dois recursos de se entregar um resultado de excelência e estar sempre a frente nos conceitos tecnológicos fizeram com que hoje o Implar seja referência, não somente na odontologia local, mas nacional e internacional. Assim, recebemos clientes tanto dos Estados Unidos e Canadá, quanto de diversos países da Europa por, justamente, atuar e acreditar nesses dois pilares Sabe-se que o olhar feminino é o grande diferencial em qualquer projeto. Onde está o olhar de GissEli no planejamento Implar? Sempre fui muito crítica, extremamente exigente e detalhista. A equipe sempre soube dessas minhas características, mas em contrapartida, sempre fiz o possível e o impossível por todos. Hoje estamos em uma fase de total equilíbrio onde já atingimos a maioridade e a equipe caminha sozinha. Mas, mesmo assim, continuo presente em todos os detalhes e no que mais gosto de fazer: atender os clientes, realizar as cirurgias e os atendimentos de harmonização facial, além de desenvolver protocolos robóticos para a cirurgia odontológica. Tenho me dedicado bastante em alguns novos projetos para o crescimento do Implar e para a transferência do nosso know-how. Teremos um ano de muitas novidades, Acabei de defender meu segundo Doutorado em Implantodontia no qual obtivemos 2 patentes de novos materiais para a odontologia - materiais promissores para a odontologia digital.



Sua formação é algo peculiar e uma chancela rara no meio odontológico. Fale-nos da importância da atualização educacional. Com relação a minha formação, eu acredito que não é possível realizar nenhum tipo de trabalho, independente da profissão, se você não sabe o que fazer. Para saber realmente o que vai fazer é necessário duas etapas: aquisição do conhecimento e colocar o conhecimento em prática. Somente assim é possível atestar se os resultados serão positivos ou negativos. Acreditando nisso eu fiz um grande investimento na minha formação. Percebi rapidamente que somente meu curso de graduação não era o suficiente para atingir meus objetivos. Por isso, optei em fazer duas especializações. Me tornei mestre, para que eu desenvolvesse a capacidade de transmitir o conhecimento, ensinar. Chegando no doutorado, percebi que além da capacidade de transmitir conhecimento, eu tinha a capacidade de produzir conhecimento. Quando fiz meu primeiro doutoramento vi isso com clareza e, a partir daí, fui atrás de desenvolver produtos e gerar conhecimento científico. Acreditando no conceito básico do ser mestre, que é fazer a transmissão desse conceito, acredito também que o pós-doutoramento me abriu horizontes para além da área da odontologia e acreditar em novas tecnologias. Mesmo depois de ter chegado ao pós-doutorado, percebi que poderia fazer um novo doutorado mais focado no segmento que é minha principal área de atuação: a implantodontia. Nesse sentido, realizei mais um doutoramento, porém, com uma experiência profissional bastante madura que me proporcionou a chegar na produção de duas patentes com ligação direta com a odontologia. Defendi essa tese, inclusive, com o artigo publicado em uma importante revista internacional. Como analisa a presença da mulher na Odontologia brasileira. No que ela se destaca? Eu vejo a presença maciça da mulher brasileira dentro das universidades e na pós-graduação. Porém, muito restritas no mercado de trabalho como empreendedoras. Acredito que as mulheres precisam se encorajar mais para saírem ao mercado de trabalho. Precisam acreditar mais nos seus potenciais e planejar melhor a maternidade. Hoje enxergo que as prioridades mudam totalmente quando temos filhos e, para empreender, temos que mergulhar de corpo e alma nos negócios. Quais são as personalidades femininas admiradas por Gisseli Ávila? Leonor Henriqueta Alvarez dos Santos (primeira dentista brasileira - 1878), Clarice Ávila (minha mãe e dentista), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Rosana Marques (Ouseuse), Angela Merkel (Chanceler da Alemanha desde 2005), Tarsila do Amaral (Artista icônica brasileira), Janete Vaz e Sandra Costa (Laboratórios Sabin), Cristina Junqueira (Co-Fundadora Nubank), Valentina Tereshkova (Primeira mulher a ir ao espaço - 1937), Marie Curie (Cientista Vencedora de dois prêmios Nobel), Renata Vichi (CEO da Kopenhagen), Mayana Zatz - (Geneticista). Se pudesse resumir sua carreira em uma frase, qual seria? Vou parafrasear Amélia Earhart, mulher Pioneira na aviação dos Estados Unidos: "você pode fazer qualquer coisa que decidir fazer. Você pode realizar qualquer mudança e assumir o controle da sua vida. Esse é o processo, e viver esse processo será a sua verdadeira recompensa".

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