Guaxupé totaliza 135 casos de dengue; ações de combate devem acontecer o ano todo



O período chuvoso cessou em boa parte do país e o clima está mais frio. Apesar de este cenário ajudar a diminuir a proliferação do Aedes aegypti, a população não pode descuidar do quintal de casa, do ambiente de trabalho e de todo e qualquer lugar propício para o desenvolvimento do mosquito. Mesmo durante o inverno, as ações de combate devem continuam.

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A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância em Zoonoses, divulgou na última segunda-feira (25) os números atualizados de dengue em Guaxupé. No dia 2 de maio o número de casos confirmados era 48. Nesta última semana de maio o número saltou para 135.




A Prefeitura tem ainda, no combate ao mosquito Aedes, realizado fumacês em pontos estratégicos e pede o apoio da população: “Tudo o que está ao nosso alcance, está sendo feito. Precisamos que a população fique atenta e colabore no combate ao mosquito. Os focos estão sendo encontrados em pratinhos de plantas, potes de água para animais, caixa d’água sem tampa, entre outros. Quando falamos em dengue as pessoas pensam logo em terrenos. Sim, os terrenos baldios quando sujos, também são potenciais criadouros do mosquito, mas aqui em Guaxupé, os focos estão sendo encontrados dentro de casa”, explicou Jurema Peres, diretora de Vigilância em Saúde.


Aedes aegypti se prolifera até mesmo no inverno

Conforme a entomologista do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Tatiana Ázara, durante o outono e o inverno, o surto de dengue não é comum. Entretanto, a doença é uma ameaça o ano inteiro e uma trégua ao Aedes pode significar uma epidemia quando as temperaturas voltarem a subir. Associar a dengue ao verão é um equívoco. O frio diminui sim a proliferação, mas esse período tem que ser visto como uma oportunidade de estar à frente na guerra contra o mosquito.

Infelizmente, além da dengue, doença mais conhecida pelos brasileiros, o mosquito Aedes Aegypti tem preocupado também por transmitir outras três doenças: Zika, Chikungunya e febre amarela. As quatro doenças virais, a depender da gravidade, podem matar quem é infectado. Por isso, o Ministério da Saúde faz campanhas constantes no sentido de alertar as pessoas de que cada um precisa fazer o seu papel na luta contra o vetor. A nova chamada é para que isso ocorra o ano inteiro, independente do clima.


Como funciona o ciclo do Aedes aegypti


Para entender melhor, é preciso conhecer um pouco sobre o ciclo de vida do mosquito transmissor. As fêmeas do Aedes se reproduzem em água parada. Elas depositam os ovos em diferentes criadouros para garantir a dispersão da espécie. Se a fêmea do mosquito já estiver infectado pelo vírus da dengue, zika, chikungunya ou febre amarela, as larvas podem nascer com o vírus.


“O mosquito se adaptou ao ambiente urbano. Então ao longo de todo o ano, independente da época, nós damos condições para que ele se prolifere. A fêmea deposita os ovos e eles podem ficar até mais de um ano viáveis para depois eclodirem em contato com a água. Eles se tornam larvas e depois insetos”, explica Tatiana Ázara.

Esse alerta é para todo o território brasileiro, mesmo com toda a diversidade climática no país. “Nós temos a permanência do inseto e a transmissão das doenças o ano inteiro e em todo o Brasil. Esse inseto tem como permanecer no ambiente mesmo em condições adversas, como o frio”, destaca Ázara.


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