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“Guaxupé inteira sente sua falta”: a emocionante história de Bento, o cão que conquistou uma cidade

Companheiro inseparável do Juiz de Direito Milton Furquim, golden retriever deixou uma marca de carinho, afeto e saudade que permanece viva no coração de centenas de moradores


Alguns cães vivem dentro de casa. Outros vivem dentro do coração. E há aqueles que conseguem algo ainda mais raro: viver na memória de uma cidade inteira.


Nesta segunda-feira, 15 de junho, uma data carregada de emoção tomou conta das lembranças do juiz de Direito da Comarca de Guaxupé, Milton Biagioni Furquim. Se estivesse vivo, Bento, seu inseparável companheiro de quatro patas, completaria quatro anos de idade - justamente no mesmo dia do aniversário de sua tutora.


A coincidência trouxe à tona uma saudade que o tempo ainda não conseguiu apagar. “Hoje Bento, você completaria 4 anos. Como você faz falta”, escreveu Milton em um relato emocionante que rapidamente tocou quem já viveu o amor incondicional de um animal de estimação.


Mas a ausência de Bento não é sentida apenas pela família.


Em Guaxupé, muita gente ainda se lembra dele.


O cachorro que todos conheciam. Ao lado de seu tutor, Bento tornou-se uma figura conhecida na cidade.


Nas caminhadas matinais, nas praças, nas ruas e até mesmo próximo ao Fórum, era impossível passar despercebido. Crianças corriam para fazer carinho em sua pelagem dourada. Idosos sorriam ao encontrá-lo. Comerciantes o cumprimentavam como um velho conhecido.


Bento tinha um talento raro: aproximar pessoas.


Ao lado de um magistrado respeitado e admirado pela comunidade, ajudava a mostrar uma faceta simples e humana da vida cotidiana. Não havia formalidade quando Bento estava por perto. Havia afeto. “Você não tem noção do vazio que deixou em Guaxupé”, escreveu Milton.


Talvez não exista exagero nessa frase.


Quem conviveu com ele sabe que Bento não era apenas um cachorro. Era parte da rotina afetiva de muitas pessoas. Quando a dor da perda é rea, a morte de um animal de estimação costuma ser incompreendida por quem nunca viveu essa experiência.

Milton fala sobre isso sem esconder a emoção. Segundo ele, nenhuma palavra conseguiu aliviar a dor nos primeiros dias após a partida do companheiro. Até que ouviu uma frase que jamais esqueceu:


“A saudade nunca irá passar. Mas a dor, com o tempo, irá amenizar.” Na época, parecia impossível acreditar. Hoje ele sabe que era verdade.


“Todos os dias eu conversava com o Bento na minha cabeça. Agradecia por toda a alegria que ele me trouxe e por todo o amor incondicional que me deu sem esperar nada em troca.” A dor não desapareceu. Transformou-se. Virou saudade. Virou gratidão. O amor que os cães ensinam

Em seu relato, Milton faz uma reflexão que emocionou muitos tutores de animais. Ele diz nunca ter entendido pessoas que se afastam dos cães quando eles envelhecem. “Pelo contrário. É justamente nessa fase que eles mais precisam de nós". Para ele, o amor verdadeiro se revela nos momentos mais difíceis. Quando surgem as limitações. Quando aparecem os problemas de saúde. Quando os passos ficam mais lentos. É nesse período que os animais mais necessitam do carinho que ofereceram durante toda a vida.


Uma veterinária certa vez explicou a ele que muitos cães já são considerados idosos aos sete anos de idade. Uma constatação difícil de aceitar para quem gostaria que eles permanecessem ao nosso lado para sempre. Talvez por isso cada momento compartilhado tenha um valor tão especial.


“Seres de luz”


Entre as passagens mais emocionantes do texto, Milton revela como enxerga os animais. Para ele, cães e outros companheiros de estimação são muito mais do que animais. São seres especiais.


“Seres de luz que vêm à Terra com a missão de espalhar amor e compaixão". Uma definição que ajuda a explicar por que a presença deles transforma ambientes, aproxima pessoas e deixa marcas tão profundas quando partem. “Se todo mundo fosse mais parecido com os nossos animais, o mundo seria infinitamente melhor”, escreveu.


A chegada de Chico Bento


Meses depois da perda, a vida reservou uma surpresa: um novo filhote da raça Golden Retriever. O pequeno recebeu o nome de Chico Bento. A reação inicial foi de puro choro.


Milton confessa que não conseguia imaginar outro cachorro ocupando aquele espaço emocional. Mas bastaram alguns dias para que o novo companheiro começasse a conquistar seu coração.


Com seu jeito carinhoso, sua personalidade marcante e seu apego imediato à família, Chico Bento trouxe novamente alegria para a casa. Sem substituir ninguém. Porque isso seria impossível. “Bento sempre será o meu Bento", escreveu. Uma saudade que virou gratidão


Hoje, toda vez que pensa em Bento, Milton ainda sente vontade de chorar. Pela saudade. Pela falta do cheiro, da companhia, dos momentos compartilhados. Mas também pela gratidão por ter vivido uma história de amor puro, sincero e sem interesses. Uma história que durou apenas alguns anos, mas deixou lembranças para a vida inteira. E talvez essa seja a maior lição deixada por Bento. Os cães não medem sucesso, posição social ou riqueza. Eles apenas amam. E, às vezes, amam tão profundamente que conseguem deixar sua marca não apenas em uma família, mas em toda uma cidade.


Em Guaxupé, o nome Bento continua despertando sorrisos, lembranças e emoção. Porque algumas presenças nunca vão embora completamente. Elas apenas passam a morar para sempre dentro da saudade.


Leia o artigo na íntegra.


Niver do saudoso BENTO. Quanta saudade.


Hoje Bento ocê completaria 4 anos, juntamente com o niver de sua tutora, Puts como oce faz falta heim.

Pois bem. Seu tutor, um adorável, humilde e respeitado magistrado da cidade, encontrou em Bento não só um amigo inseparável, um parceiro, mas também um elo entre a formalidade da Justiça e a leveza do afeto.


Nos corredores do fórum, nas praças ou nas caminhadas matinais, Bento atraía atenção, olhares e sorrisos. Crianças o chamavam pelo nome, corriam fazer carinho em sua pelagem, tudo o que ele adorava; os idosos se encantavam com sua docilidade, e comerciantes já o consideravam parte da rotina da cidade.


Ocê não tem noção do vazio que deixou em Guaxupé. Foi uma comoção geral Bento.

Bento, com sua presença tranquila e amistosa, representava o espírito acolhedor de Guaxupé. É como se, através dele, a cidade encontrasse um ponto comum de ternura e respeito. Para muitos, ele era mais que um cão: era um amigo, um consolo, uma alegria silenciosa que fazia dos dias algo mais bonito. Bento não latia alto, mas sua presença ecoava no coração de todos.


Ah Bento, não há uma só criança, adolescente, jovem senhores e senhoras, que não sinta sua falta até hoje.


A saudade é a prova de que o amor que você viveu com seu cão foi verdadeiro e profundo. É absolutamente normal sentir essa dor. Permitir-se chorar, lembrar dos momentos felizes e não deixar que minimizem o seu luto são passos essenciais para lidar com esse vazio.

A dor de perder um cão é real e comparável à perda de um membro da família. Não tenha vergonha de chorar ou de se sentir triste. Cada tempo é único: O processo de luto não tem prazo de validade. A saudade nunca some por completo, mas transforma-se em carinho com o passar do tempo. Honre as memórias: Guardar os objetos, olhar fotos antigas e focar nos momentos de alegria ajuda a confortar o coração. Para compreender a importância de acolher esse sentimento e aprender a lidar com a dor da perda: eu nunca entendi algumas pessoas que se afastam do cão quando ele se torna velhinho. Gente, quando o cão está idoso é quando ele MAIS PRECISA de você! Claro que dá trabalho, mas nada compara com a alegria que ele te deu durante sua vida toda.

Uma vez, uma veterinária me disse que os cães são considerados “velhos” a partir dos 7 anos de idade. Isso para nós é algo incompreensível, né?! Porque eles vivem praticamente metade da vida jovens, e para sorte de alguns, mais metade velhinhos, com diversos probleminhas de saúde em alguns casos. Eu digo sorte, pois sei que existem vários cãezinhos que não vivem tantos anos quanto o Bento viveu.


O Bento se foi. As pessoas tentaram me consolar, mas nada melhorava o meu sentimento. Até que um dia, uma pessoa falou para mim: a saudade nunca irá passar, mas a dor, com o tempo, irá amenizar. Eu fiquei com aquilo na cabeça, e por mais que eu não conseguisse entender como, eu acreditei naquilo. E não é que é verdade.


Para quem está passando por isso agora, nada do que eu disser irá diminuir a sua dor. A dor é o luto que tem que ser vivido. Não adianta tentar apressar as coisas. Não adianta tentar disfarçar, porque “não é um ser humano, é apenas um cachorro”. Sim, somos obrigados a escutar coisas desse tipo em um momento tão difícil quanto esse.


Eu não apressei o meu luto. Todos os dias eu “conversava” com Bento na minha cabeça. Agradecia ele por toda a alegria que ele me trouxe, todos os momentos maravilhosos que vivemos juntos. Todo o amor incondicional que ele me deu, sem esperar nada em troca.

E com o tempo, a dor realmente foi amenizando. Toda vez que pensava nele, doía demais, e hoje essa dor se transformou em uma saudade imensa e uma gratidão enorme, por ele ter vivido seus quase 04 anos que completaria na data de hoje, do mais puro e fiel amor ao meu lado.

Toda vez que penso nele, tenho vontade de chorar… primeiro pela saudade, queria muito poder tê-lo do meu lado para sentir seu cheirinho e enchê-lo de beijinhos. Mas também tenho vontade de chorar de emoção por ter me aberto para uma aventura de 04 aninhos ao seu lado. Para nós, 04 anos não é “nada”, e para ele 04 anos foi sua vida toda.


Acredito que precisamos deixar de enxergar o tempo como algo linear, quando se trata de uma vida com cães, e animais de estimação em geral. Temos que viver todos os momentos com muita alegria, sem pensar que eles viverão menos que nós. Dar valor aos momentos que temos com eles, e agradecer por termos o privilégio de conviver com seres tão evoluídos.

Porque é exatamente assim que eu enxergo os nossos animaizinhos… seres de luz, que vem a terra com a missão de espalhar amor e compaixão… coisa que os seres humanos estão bem distantes de conseguir.

Se todo mundo fosse mais parecido com os nossos animaizinhos, o mundo seria um lugar INFINITAMENTE melhor, sem dúvida alguma.


A alguns meses, Deus colocou em minha vida mais 01 ser de luz para encher a minha casa de alegria. Minha cara metade me deu o Chico Bento, um Golden retriver fofinho e com muita personalidade, que grudou em mim desde o primeiro dia, e que preencheu meu coração com um amor incrível.

Para quem pergunta se ter outro cachorrinho ajuda na dor da perda… Olha, acho muito complicado responder isso. Cada pessoa é de um jeito. Eu não queria imaginar ter outro cãozinho. Minha esposa me fez uma surpresa e eu caí aos prantos no dia que ganhei o Chico Bento. Mas em poucos dias eu já me rendi ao seu olhar, ao seu jeito carinhoso… não tem como não se apaixonar.


De forma alguma ele substituiu o Bento no meu coração. O Chico Bento terá, eternamente, seu lugar dentro do meu peito, reservadinho. Eu penso nele praticamente todos os dias. Ele sempre será meu Bento.


Mas eu tenho muito amor para dar, e o novo cachorrinho merece todo carinho que eu puder oferecer. É assim que eu enxergo.

Espero que quem esteja passando por algo parecido, possa ter sentido, pelo menos um pouquinho, de conforto com o meu pensamento de hoje!

Fiquei muito emocionado ao escrever tudo isso para vocês!


Guaxupé, 15/06/26

Milton Biagioni Furquim


 
 
 

1 comentário


forummontesiao
16 de jun.

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“Guaxupé inteira sente sua falta”: a emocionante história de Bento, o cão que conquistou uma cidade

Companheiro inseparável do Juiz de Direito Milton Furquim, golden retriever deixou uma marca de carinho, afeto e saudade que permanece viva no coração de centenas de moradores

Alguns cães vivem dentro de casa. Outros vivem dentro do coração. E há aqueles que conseguem algo ainda mais raro: viver na memória de uma cidade inteira.


Nesta segunda-feira, 15 de junho, uma data carregada…


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