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Guaxupé confirma 2 óbitos pela variante P1 do Novo Coronavírus


Estudos têm mostrado que a P.1 é até 2,2 vezes mais transmissível, aumenta em dez vezes a quantidade de vírus nas células da pessoa infectada e apresenta chance até 61% maior de escapar da imunidade protetora conferida por uma infecção prévia

A Prefeitura de Guaxupé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou na tarde desta sexta-feira que existem 2 óbitos confirmados em decorrência das complicações do novo coronavírus mas com a variante P1 -

também chamada de Cepa de Manaus.

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Conforme a nota oficial, os casos foram constatados pela Fundação Ezequiel Dias -FUNED. Os pacientes foram testados no mês de março, porém, somente nesta sexta-feir, 21 de maio, foram notificados à Secretaria Municipal de Saúde.


“A referida variante tem maior potencial contagioso e pode evoluir de maneira mais rápida, aumentando as chances de óbito. O Governo Municipal pede a colaboração da população com relação aos cuidados de isolamento social, uso de álcool em gel e, principalmente, de máscaras”, finaliza a nota.


CARGA VIRAL DA VARIANTE P1 É 2 VEZES MAIOR


A variante P.1 foi identificada pela primeira vez no Japão, em 2 de janeiro, em quatro passageiros (um homem e uma mulher adultos e duas crianças) que chegaram a Tóquio vindos de Manaus. Na ocasião, o Instituto de Doenças Infecciosas do Japão informou, em 6 de janeiro, que o vírus encontrado nos passageiros se tratava de uma nova variante com 12 mutações. Isso levou a uma alerta nas autoridades de saúde brasileiras.


Poucos dias depois, em 12 de janeiro, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), confirmou a identificação de uma nova linhagem com origem no Amazonas e emitiu uma nota técnica, informando que a P.1 é uma derivação da variante B.1.1.28.


A nota técnica apontou que até a primeira semana de janeiro a P.1 foi identificada em 91%, dos genomas sequenciados no Amazonas – em dezembro este índice era de 51%.


“O problema do vírus ficar circulando muito tempo, aliado a uma queda do distanciamento social, favoreceu o surgimento da P.1”, explicou o pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia. Quanto mais o vírus circula, maiores são as chances de ele sofrer novas mutações que podem ser, inclusive, resistentes às vacinas produzidas atualmente.

Os pesquisadores acreditam que variante tenha surgido no final de 2020 e possivelmente esteve associada ao grande número de casos de Covid-19 registrados na capital amazonense no início deste ano. Supõe-se que a variante tenha aparecido cerca de um mês antes do número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na cidade dar um salto. Comparada à linhagem B.1.1.28, a P.1. apresenta 17 mutações, sendo 10 na proteína Spike – usada pelo vírus para se conectar com a proteína ACE-2 existente na superfície das células humanas e viabilizar a infecção.


Estudos têm mostrado que a P.1 é até 2,2 vezes mais transmissível, aumenta em dez vezes a quantidade de vírus nas células da pessoa infectada e apresenta chance até 61% maior de escapar da imunidade protetora conferida por uma infecção prévia.





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