Grupo de guaxupeanos quer fazer e doar mais de 30 mil máscaras à comunidade

Desde o início da pandemia provocada pelo coronavírus, uma corrida mundial em busca de máscaras de proteção fez com que elas sumissem das prateleiras. O Ministério da Saúde está realizando compras de fornecedores nacionais e internacionais, em grandes quantidades, para garantir a proteção dos profissionais de saúde, que trabalham na assistência às pessoas doentes. Porém, em muitas cidades, há grupos de voluntários produzindo máscaras de proteção e doando às instituições e também à comunidade.



O Ministério da Saúde do Brasil vai lançar uma campanha digital pela mobilização da população para fabricar as próprias máscaras de pano. Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e pode ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil, protegendo você e outras pessoas ao seu redor.


Em Guaxupé, um grupo de voluntários tem arrecadado matérias-primas e convocado mão de obra para a produção. Conforme explicou a médica Nelzina Lara, ela começou nessa ação e comprou os primeiros materiais. "Depois fui conseguindo doações de insumos com alguns empresários da cidade e publiquei nas minhas redes sociais a ideia e pedindo ajuda com a mão de obra. Surgiram várias voluntárias e dezenas de costureiras da cidade disponibilizando apoio. A Francisca, da confecção Primavera Lingerie, aqui de Guaxupé, a Lúcia Iório, da Lindelucy Lingerie, e a Joelma Reis, da Nuance Lingerie, Evelin Tecidos, ambas de Juruaia, colocaram suas equipes de forma voluntária e confeccionaram as máscaras que estão sendo distribuídas", comenta.


As primeiras máscaras de proteção foram doadas à instituições da cidade e a intensão é começar a entregá-las às pessoas nas principais vias da cidade. "Temos material para produzir cerca de 30 mil máscaras mas precisamos de mais mão de obra voluntária", diz a médica.


Já foram doadas pela equipe de voluntários o total de 3 mil máscaras:


  • 600 máscaras ao Centro de Hemodiálise, beneficiando os 120 pacientes e seus familiares e também os funcionários e seus familiares.


  • 152 máscaras para Casa da Criança para as crianças atendidas, seus familiares, além de funcionários e seus familiares


  • 600 máscaras para os funcionários da Santa Casa e seus familiares


  • 150 máscaras para os policiais militares e seus familiares


  • 90 máscaras para a Polícia Civil e seus familiares


  • 180 máscaras para Apae, aos assistidos, familiares, funcionários e familiares


  • 200 máscaras Lar São Vicente, idosos, funcionários e familiares


  • 70 máscaras para instituição que cuida de adolescentes e adultos em situação de risco.


Também foram feitas doações de mais de 400 máscaras em alguns supermercados da cidade para funcionários e clientes. "Estamos estudando uma estratégia de colocar pontos de distribuição de máscaras no centro da cidade para doarmos aos transeuntes", acrescenta a médica.


Procurada pelo grupo de voluntários, Revista Mídia criou a logomarca da campanha. Nela, um coração com máscara e a recomendação: seja amor, demonstre amor, use máscara. "Adoramos a logomarca, afinal, quem ama, protege, e usar máscara é se proteger e proteger aos outros", concluiu Nelzina Lara.


Para as pessoas e empresas que quiserem colaborar com esta ação solidária basta entrar em contato através do whatsapp (35) 98852-7820.


MÁSCARAS DE PROTEÇÃO CASEIRAS


Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações, que são simples. É preciso que a máscara tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja dupla face. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser dividida com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

Você pode fazer uma máscara ‘barreira’ usando um tecido grosso, com duas faces. Não precisa de especificações técnicas. Ela faz uma barreira tão boa quanto as outras máscaras. A diferença é que ela tem que ser lavada pelo próprio indivíduo para que se possa manter o autocuidado. Se ficar úmida, tem que ser trocada. Pode lavar com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 30 minutos. E nunca compartilhar, porque o uso é individual.


O Ministério da Saúde elaborou algumas orientações para que a população faça as máscaras com os materiais que têm em casa.


SAIBA COMO FAZER A SUA MÁSCARA


  • Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;

  • A máscara pode ser usada até ficar úmida. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;

  • Mas atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;

  • Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;

  • Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;

  • Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de 30 minutos;

  • Para cumprir essa missão de proteção contra o coronavírus, serve qualquer pedaço de tecido, vale desmanchar aquela camisa velha, calça antiga, cueca, cortina, o que for.



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