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Estudo vai medir eficácia da vacina Covid-19 contra variantes


Pesquisa conta com a parceria da prefeitura de Botucatu, da Universidade de Oxford, do laboratório AstraZeneca, da Fundação Gates, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), representada pela presidente Nísia Trindade Lima (foto: Ministério da Saúde)

Um misto de expectativa e esperança tomou conta de Botucatu, interior de São Paulo, neste fim de semana. A cidade foi escolhida para ser palco de uma pesquisa inédita que teve o pontapé inicial no último domingo (17/5), com a vacinação em massa contra a Covid-19 de toda a população adulta. Mais de 63 mil moradores de Botucatu foram imunizados somente em um dia, superando a expectativa de que 60 mil pessoas recebessem a primeira dose neste domingo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou do processo de imunização no município, aplicando a primeira dose da vacina na moradora Suze Helena Crespam, de 57 anos.


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“Agora estou me sentindo mais segura, mais tranquila, e emocionada em participar dessa pesquisa e de ser botucatuense”, disse Suze.


“Vamos ter doses de vacina suficientes para imunizar toda a população brasileira. Mas nós precisamos, além da vacinação, incentivar as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, e o distanciamento social”, afirmou Queiroga, durante a vacinação na Escola Cardoso de Almeida.

O estudo, apoiado pelo Ministério da Saúde, vai medir a eficácia da vacina AstraZeneca/Oxford produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contra variantes do vírus. Além da vacinação, o projeto também realizará testagem da população e sequenciamento genético dos casos positivos, para avaliar o comportamento da doença no Brasil.


A pesquisa conta com a parceria da prefeitura de Botucatu, da Universidade de Oxford, do laboratório AstraZeneca, da Fundação Gates, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), representada pela presidente Nísia Trindade Lima. O evento contou com a participação da médica Sue Ann Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford-Fiocruz no Brasil e também do estudo em Botucatu.


“Vamos ampliar a testagem, que está em estudo no Ministério da Saúde. Botucatu é um exemplo: testou sua população, acompanhou toda a evolução da epidemia e, por isso, precisou somente em duas situações fazer uma restrição maior na mobilidade”, ressaltou Queiroga.


Dia D


Moradores de Botucatu entre 18 e 60 anos que se cadastraram no projeto foram vacinados entre 8h e 18h. Os 45 pontos usados tradicionalmente como locais de votação foram transformados em postos de vacinação. Assim, a população sabe exatamente o local que receberá a primeira dose, de acordo com sua zona eleitoral. Além disso, a imunização foi dividida por faixa etária, e cada uma delas possui um horário específico para receber a vacina.


No total, 80 mil doses do imunizante da Fiocruz foram doados ao estudo pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apenas nas primeiras duas horas, cinco mil pessoas já haviam sido imunizadas na cidade, de acordo com a prefeitura.


Além da efetividade contra as variantes, a pesquisa servirá de subsídio para comparar o quão eficiente foi a vacinação em massa em relação a outros municípios da região.

O estudo terá duração estimada de oito meses, que incluirá a aplicação das duas doses e o monitoramento da população vacinada.


Visita à Unesp

Após acompanhar a vacinação, o ministro Marcelo Queiroga visitou as instalações do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp.


“Estamos em uma cidade do interior do estado de São Paulo, maior estado da nação, e nós conseguimos mostrar que é possível ter no sistema de saúde uma eficiência que se traduz na pesquisa, no ensino e na assistência”, concluiu o ministro.


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