DISTÚRBIO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO (DDA)


Com a volta às aulas, há sempre uma preocupação por parte de alguns pais, de como será este ano a atuação de meu filho na escola. Como será seu rendimento? A ajuda que tentamos prestar durante as férias trará algum benefício? O que estará acontecendo que o leva a ser tão distraído? A escola não está adequada? São os colegas que o perturbam? Mas frente aos questionamentos, vêm também respostas como: Mas em casa ele se mostra também distraído, esquece objetos, regras, horários, perde brinquedos, agasalhos, avisos, recados, esbarra em quase tudo, mesmo sendo inteligente, às vezes nos surpreendemos com o excesso de distração...

Vários são os transtornos manifestados na infância, na adolescência e até mesmo em idade adulta, que preocupam pais, professores e aos próprios portadores. Dentre eles pode-se destacar o Distúrbio do Déficit de Atenção. Às vezes na escola pode haver uma certa dificuldade em perceber a diferença entre o distúrbio de atenção e outros distúrbios e assim taxar todos os portadores como manifestantes de um mesmo comprometimento. Quanto ao Distúrbio de Atenção também conhecido como DDA, geralmente não tem ligação com disfunções neurológicas sérias, caracterizando-se por baixo desempenho escolar, deficiência ou ausência de memória ou ainda, tendo um aprendizado satisfatório, o indivíduo pode ser disperso, meio alienado ou alternando agitação com alienação. Normalmente a criança apresenta dificuldade na atenção e concentração, culminando em indisciplina e desinteresse, em tarefas que requeiram responsabilidade. Faz o foco em muitas coisas ao mesmo tempo, não dispensando atenção suficiente para uma única tarefa. Quando não neurológica, sendo consequência da desorganização psíquica, necessita da intervenção dos pais quanto aos limites e a vinculação da realidade. A atenção do portador volta-se a todo instante para outros estímulos, não se concentrando nem mesmo em brincadeiras. Os principais sintomas são:

  • Parece não ouvir ou não entender o que ouve.

  • Não consegue terminar uma tarefa, inicia uma atividade e logo passa para outra, sem terminar nada do que começa.

  • Tem dificuldade em seguir regras, esperar sua vez no grupo. Não lê nem ouve uma pergunta antes de respondê-la.

  • Alguns mostram total desinteresse por tudo o que os cercam.

  • Não consegue brincar sozinho algumas vezes, mas em grupo pode tornar-se agressivo ou alheio.

  • Perde ou esconde materiais e instrumentos importantes para a realização de tarefas.

  • Não mantêm amizades por muito tempo ou não chega a iniciá-las.

  • Tem dificuldade em aceitar a perda (em jogos ou brincadeiras) e não consegue pensar a longo prazo.

  • Às vezes fala excessivamente ou mostra-se retraído e isolado, caso seja muito tímido ou alterna as duas características.

  • Durante os primeiros anos escolares, não consegue permanecer ocupado com sua tarefa, por, pelo menos uma hora.

  • Pode passar horas diante de uma tarefa, sem conseguir completá-la.


Se a criança apresenta, no mínimo, oito destes sintomas, poderá ter fortes características do DDA e precisará ser encaminhada a tratamento. Em casa os pais poderão intensificar o uso de jogos de memória, xadrez, ditados, memorização de datas como aniversários dos familiares, pedir para que relatem fatos ocorridos na escola, situações enquanto brincavam com amigos, filmes que assistiram, livrinhos que leram, relembrar episódios de viagens, festas de aniversário, ou seja, ativar o máximo possível a memória, tanto de curta quanto de longa duração.

É de suma importância que a criança saiba o que ela tem, com naturalidade, para que possa lidar com as dificuldades não se achando sem inteligência ou diminuída perante os irmãos ou colegas.

Para que haja uma boa estruturação, a pessoa com DDA poderá se utilizar de vários recursos, além de ativar a memória, tais como: listas, lembretes, sistemas de arquivos simples, cadernos de anotações, metas, planejamento do dia, da semana, tudo poderá reduzir o caos interior.

Quanto aos pais, não se esquecer de estabelecer horários claros para a criança brincar, estudar, comer, dormir. A disciplina ajuda o portador de DDA a se organizar, levando em conta que quanto mais bagunçada for sua vida, em piores condições ficará.

Tanto na escola quanto em casa, estar sempre atento aos progressos da criança ou adolescente, elogiando as atitudes (não a pessoa), para que possa aumentar sua auto- confiança.

Muita atenção: antes de qualquer dúvida, averiguar se a criança ouve bem, enxerga bem, pois é bastante comum atendermos em consultório crianças com estas deficiências e serem taxadas de desatentas, preguiçosas e outros adjetivos.

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