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DERMATOLOGIA: já fez um exame de suas pintas?

POR NATÁSSIA PIZANI, médica dermatologista



Examinar periodicamente as pintas que você tem no corpo é uma rotina saudável, que contribui para a prevenção do câncer de pele.


Todas as pessoas adultas têm pintas no corpo que podem ser planas, com relevo, acastanhadas ou cor da pele e de tamanhos variados.


A preocupação em olhar a aparência das pintas, está relacionada a possibilidade de aparecer um câncer de pele chamado melanoma.


O câncer de pele é o tumor mais frequente na nossa população.


Podemos dizer que existem três tipos de câncer de pele relevantes: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Os dois primeiros estão fortemente relacionados à radiação solar e aparecem mais nas áreas expostas ao sol, principalmente no rosto. Tanto o carcinoma basocelular como o espinocelular são lesões inflamadas e avermelhadas, lembrando feridas que nunca cicatrizam.


Já o melanoma aparece como uma mancha, nódulo ou tumor escurecido com padrões irregulares. Ele é o câncer de pele mais agressivo, pois pode dependendo da sua profundidade causar metástases que são lesões malignas comprometendo outros órgãos do corpo.


Por esse motivo quando lesões escuras são assimétricas, irregulares e com muitas cores devem ser examinadas com atenção.


Deforma prática, é possível suspeitar de algumas lesões utilizando o critério do ABCDE:

A – Assimetria. Quanto mais assimétrico, mais suspeito.

B – Borda. Quanto mais irregular maior o risco

C – Cores. Cores variadas como marrom, cinza, branco, preto

D – Diâmetro. Lesões maiores que 0,6cm representam maior risco

E – Evolução. Mudança no aspecto da lesão

É claro que com exame dermatológico de rotina e dermatoscopia é possível notar alterações muito mais precocemente. Além disso, modificações repentinas como sangramento, inflamação, dor e crescimento repentino de lesões satélites são também sinais de alerta.


A prevenção é o melhor tratamento porque o melanoma “in situ” pode ser totalmente retirado levando a cura total. No entanto, quando a lesão já avançou além da epiderme atingindo a derme pode produzir metástases com mais facilidade.


Quando o tumor avança e aprofunda é ecessário além da retirada cirúrgica a avaliação dos gânglios satélites e outros tratamentos como quimioterapia ou medicamentos biológicos. A chance de cura total diminui proporcionalmente com a profundidade da lesão.


Sendo assim, conhecer completamente cada uma das suas pintas e acompanhá-las com exames periódicos ajudará mantê-las sob controle.


*A autora é médica formada pela Universidade Federal Fluminense, Especialista em Dermatologia pela Universidade Federal Fluminense, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Conveniada UNIMED

Contato: Rua Cel. Joaquim Costa,215 Telefone: (35) 3551-0414

Guaxupé - MG



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