A vida que segue, com ou sem Sérgio Moro

Atualizado: Abr 28

POR MILTON FURQUIM


O Brasil perplexo com a crise política causada pelo ex-Ministro Sérgio Moro. A surpresa da tomada de posição, a demissão, deixou a todos nós atônitos, perplexos e atordoados. As pessoas que tem admiração por Sérgio Moro levam na bagagem o seu currículo, sobretudo por ter prendido os maiores corruptos deste Pais, dentre eles o ex presidente Lula.


A coletiva do ex Ministro Sérgio Moro causou-me várias sensações, dentre elas a de medo, de dúvida, de tristeza e, de vergonha.


Procurei aceitar as minhas emoções, mas, a vergonha foi o sentimento de maior magnitude. Não agüentei e então fui até às notícias de jornais e redes sociais para tentar entender, enfim, em busca de uma luz. As notícias eram catastróficas, como sempre. Ainda mais quando a maioria da mídia é esquerdista.


Bom, com a notícia de que o Presidente faria um pronunciamento, daria uma coletiva na parte da tarde, fiquei na expectativa, mas não sem ficar procurando entender e acompanhando pelos jornais e mídias, que só mais faziam aumentar minha angústia, sobretudo quando a maioria de internautas, sem conhecer o outro lado da razão, já estavam tomando posição pró-Mouro e contra Bolsonaro. Minha tendência era a mesma, já que o Moro era nosso herói e herói não comete erros. Minha raiva contra o Bolsonaro estava visível.


Aqueles que sempre gostaram de Moro de inicio tiveram uma reação muito forte e contrário ao Bolsonaro, até porque o Moro sempre foi tido como nosso herói. Até então a verdade estava com o Moro. Indignação total contra o Bolsonaro, e solidariedade ao ex-Ministro Sérgio Moro.


Quando finalmente chegou o momento, começando a coletiva, demorei um pouco para assimilar a fala do Presidente, que iniciou sua fala fazendo uma retrospectiva, isso aumentava minha angústia. Queria saber e entender o que aconteceu uai. Terminou sua fala e eu já mais calmo, e ciente das posições de ambos, e observado a linguagem não verbal dos dois, pude fazer as minhas considerações:


A fala do presidente Bolsonaro na sua coletiva não tem nada de não republicano. A mídia disse na sua análise referente a fala do ex-Ministro Sérgio Moro, que o Presidente queria informações privilegiadas das ações da Polícia Federal. Ele não disse com clareza, deixa isto nas entrelinhas, e a imprensa tira suas conclusões inviezadas.

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Ora, evidente que o Presidente da República tem que estar informado de tudo que acontece nas pastas de seus Ministros, afinal eles são seus auxiliares. Nada de criminoso ter e ser informado de acontecimentos que diz respeito ao seu Governo. Diferente, aí sim, seria ter conhecimento e interferir naquilo que não se pode. Um Governador, um Prefeito, estão impedidos de saber, tomar conhecimento daquilo que acontece nas pastas de seus auxiliares, o que se passa, enfim, os acontecimentos em sua administração? Por evidente que não.


O ex-Ministro perguntar ao Presidente para que lhe dê um único motivo pelo qual quer a troca do chefe da Polícia Federal é muita presunção. Segundo ele, o Presidente insistiu na troca de comando da Polícia Federal, sem apresentar causas que fossem aceitáveis. Disse que não havia condições de persistir, sem condições de trabalho, e que indicações políticas não são aceitáveis, além de querer ter acesso a relatórios e informações confidenciais de inteligência da PF.


Ora, o Presidente escolhe e nomeia para Ministro quem ele quer e tenha afinidade ou confiança, não tem que dar satisfação a quem quer que seja, quanto muito ele discute com seus colaboradores, sua equipe, quanto ao nome mais conveniente, e demite-o, da mesma forma quando e a hora que quiser sem que tenha que dar qualquer satisfação a quem quer que seja. A última palavra é do Presidente. Afinal o povo votou em Jair Bolsonaro para Presidente e não em Sérgio Moro.


Dentre as emoções e sentimentos que disse algures, o de vergonha foi o que sobressaiu. Digo isto porque o Ministro escolheu o pior momento e a forma desumana de anunciar a sua demissão. Não teve a sensibilidade de entender o momento pelo qual passa o Brasil com essa crise do coronavirus e, qualquer que fosse o motivo poderia ter esperado mais algum tempo para anunciar sua demissão e não provocar um tsunami neste momento tão crítico que vivencia o País. Mas não fez.


Tudo de caso penado, só pode. E a me dar certeza deste fato foi o ex-Ministro entregar prints de suas conversas pessoais com o Presidente e uma deputada ao arqui-inimigo de Bolsonaro, a TV Globo. Só pode ser traição. Foi isso que o ex-Ministro fez. Esse gesto reprovável demonstrou para mim, com clareza, o verdadeiro caráter do homem Sérgio Moro. E mesmo que as acusações a que fez ao Presidente procedam, ainda assim, não justifica, até porque ele, no mínimo, como Ministro da Justiça teria sido cúmplice por saber e acobertar, e incompetente para usar os meios legais que estavam em suas mãos. Na sua fala, havia raiva, ressentimento, arrogância, ingratidão. Perceptível.


Já na fala do presidente, identifiquei surpresa, tristeza, decepção. Afinal, foi traído. Um ato sem dúvida pensado e preparado com revisão, para não errar a facada, que agora, seria para matar. Matar politicamente. Moro sabe do plano para destituí-lo do poder, dos pedidos de impeachment, da luta solitária, das distorções de suas falas, de total falta de apoio da oposição, que nunca fez o papel legal. O Presidente pode pedir o que quiser, é dever do Ministro negar, em caso de ilegalidade, e informar o caminho legal. Ao invés de aconselhá-lo, o que faz? O entrega de bandeja para a esquerda acabar de escalpelá-lo vivo. É imoral e desumano assistir a extrema esquerda se deliciando com o quebra pau dentro do governo. (Por: Bernadete Freire Campos Psicóloga /Psicopedagoga/ Hipnoterapeuta).


A nação brasileira escolheu Jair Bolsonaro para presidente e não Sérgio Moro. Este não poderia jamais arvorar-se, enquanto Ministro, no direito de prejudicá-lo e em contrapartida trazer insegurança e sobressaltos aos brasileiros. A surpresa da tomada de posição, o pedido de demissão deixou a todos nós atônitos perplexos, repito. As pessoas que tem admiração por Moro levam na bagagem o currículo impecável, o fato dele ter prendido os maiores corruptos deste pais, dentre eles o ex presidente Lula.


O Moro perdeu a confiança dos brasileiros. O que ele fez foi muito desagradável e logo numa hora dessa em que o Brasil passa por uma grande crise. A ele faltou brasilidade !!!!! Tanto que o povo o admirava. A conclusão é que a fama subiu a cabeça sem controle.


No caso, por um outro viés, há questões ideológicas no meio da briga. Bolsonaro se elegeu com base em suas proposta de governo, e, portanto, os Ministros por ele escolhidos deve vestir sua camisa e abraçar as causas por ele defendidas, e que foram base da sua campanha política. Se ele, antiabortista, contrário ao aborto, o Ministro tem, também, que ser contra o aborto, pois não tem sentido o seu auxiliar pregar contra a tese defendida pelo seu chefe, ad exemplu, ser abortista.


Jair Bolsonaro pode ter qualquer defeito do mundo, e todos temos, mas isso é ‘perfumaria’. Mas ele tem seus valores e seus princípios que foram contra o sistema e ao mecanismo, isto é, ele é cristão, anti-abortista, contra criminoso, corruptos, patriota, e não afroxa para bandidos. Agora enfrentar uma situação desta que vivemos e sozinho, não é empreitada fácil, enfrentar o sistema, o mecanismo, somente alguém com o tutano dele, e com o tutano dele ninguém tem neste Pais. É a última oportunidade que temos para virar de vez o jogo.


Meu herói Sergio Moro morreu de overdose de ambição.


Triste ver as pessoas consumindo seu tempo, com obsessões políticas, buscando ter razão, tomar partido, buscando mitos e heróis. Ignorando as pessoas que morrem agonizando e solitárias, as que morrem de fome, os milhões de desempregados, produzidos por essa falsa premissa de que querem salvar vidas? Tudo isso patrocinado por um sistema que não tem compaixão, que covardemente, consome seus dias, tramando para tomar o poder de um único homem, que foi eleito legitimamente por mais de 57 milhões de pessoas. (Bernadete Freire Campos Psicóloga /Psicopedagoga/ Hipnoterapeuta)


Toda semana é uma crise nova, quando não uma crise sobre crise... Os adversários são poderosos e incansáveis na sanha de destruí-lo. A última coisa que não podemos admitir é esse País se transformar numa Venezuela ou numa Cuba. Queremos democracia e não a pseudo-democracia que pregam aos quatro cantos.


A situação singular do Brasil no mundo, uma vez que o País lida com várias crises ao mesmo tempo. O Brasil enfrenta três crises simultâneas: sanitária, econômica e política. Não vejo nenhum outro País em uma situação tão severa. O País tornou-se sinônimo de instabilidade, uma pecha que antes era associada aos vizinhos, como Argentina. Nesse "duelo de gigantes", chamo atenção ainda para a "integridade das instituições". O que está em jogo não é a sobrevivência política de Bolsonaro, mas a integridade das instituições brasileiras. Isso vai além do próprio governo, da própria conjuntura política. A conquista da autonomia da Polícia Federal não foi alcançada do dia para noite. Esse é um dos pilares do Estado democrático de Direito. Ninguém está acima da lei. Não vivemos mais na Idade Média nem sob o jugo de monarcas absolutistas.


Entre o céu e a terra há muitos enigmas que ainda não foram desvendados.


Muitas coisas haverão de vir à tona se existir, claro. Isso porque está sendo aberto inquérito para apurar dados alegados pelo ex-Ministro Moro. Ou prova que Bolsonaro cometeu algum crime ou então será processado por denunciação caluniosa.


Pois bem! Pelo que foi dito e afirmado até o momento pelo ex Ministro Moro, pergunto: qual crime foi cometido por Bolsonaro?


Calha como uma luva texto produzido por "Leandro Ruschell analisa as insinuações de Moro contra Bolsonaro, o contexto em que elas surgiram e como foram rapidamente aproveitadas pelo establishment e pela esquerda na narrativa de que o presidente deve cair".


"Sérgio Moro foi um herói na Lava Jato. Creio que apenas petistas e outros defensores de bandidos discordarão disso. Mas o seu ataque frontal ao presidente na coletiva de imprensa, produz muitos questionamentos. Seria o presidente Bolsonaro um criminoso, conforme sugeriu o ministro? A reação inicial ao seu pronunciamento foi majoritariamente emocional: quem o identificava como referência moral, tendeu ao seu apoio imediato, sem questionar o que foi apresentado por ele. Porém, uma análise fria do que foi exposto até aqui sugere cautela, pelo menos".


"Recapitulando: Moro afirmou em coletiva, em que anunciou a sua saída do cargo, que o presidente Bolsonaro estaria buscando um controle político da Polícia Federal, justificando sua decisão de pedir a demissão. Mais, afirmou que nem o PT chegou a tanto, pois o partido teria mantido independência da PF durante sua gestão!"


E tantas outras até o momento nem de longe caracteriza crime que possa enquadra-se em algum tipo penal. É certo que muita coisa virá pela frente e, talvez algum fato possa enquadrar-se como crime, mas não os fatos até agora apresentados.


Não se tata de defesa de Presidente Bolsonaro, porque se for trazido à baila algum fato criminoso, então que seja processado e punido.


Por que Moro fez tudo isso? Quais suas motivações? O canto inebriante dos holofotes o enfeitiçou? Agora o duplo salto carpado demitiria o Presidente? O General Moro desertou achando que o outro lado da trincheira lhe oferecia mais segurança, prêmios em troca de asilo oferecendo a cabeça do Presidente. Deu passo completamente errado, sendo que tem inimigos poderosíssimo do outro lado que desde a sua saída estouram champanha. Lula, Toffoli, Gilmar Mendes, Deputados e Senadores, Cacai e seus colegas. Agora Moro não é mais nada, é um reles mortal como os demais. É um desempregado. É um suicídio e tenta levar Jair Bolsonaro.


Outra questão já explícita é a luta das esquerdas para atrair Sérgio Moro, isto mostra que os bastidores já vinham trabalhando para cooptação. O corpo nem esfriou, mas os abutres já estavam em cima.


Engraçado que alguns dias atrás quando se citava o nome de Sérgio Moro, eles o tachavam de miliciano, capacho, ladrão, fascista e tantos outros adjetivos, e agora estão morrendo de amores. Vejam os Governadores do Rio e São Paulo fazendo convites para participar dos governos. Os oportunistas brigando por Sérgio Moro.


O presidente Jair Bolsonaro até prova em contrário é corretíssimo, incorruptível, ama Deus, ama o Brasil, ama a Família e é por isso que é tanto odiado pelos esquerdistas e comunistas, ele não rouba e não deixa ninguém roubar, então ficou insustentável a profissão de político neste País.


Querem tirar o Bosonaro do poder, mas não pelos seus defeitos, mas pelas virtudes de que possui. Quanto mais odeiam ele, mais eu sei que é um homem admirável. Ele pode ser cassado só por ser honesto e neste País é proibido ser honesto. Qual crime cometido pelo Bolsonaro, ainda que possa, por hipótese, ter havido algum deslize de sua parte, seria comparável com os crimes cometidos pelos poderosos deste País? Mas acaso tenha cometido algum crime, sejam seus familiares, seja ele próprio, qualquer que seja o ilícito, por certo deverá ser punido dando-lhe a garantia do devido processo legal e observância ao contraditório. Não se admite Presidente de estimação.


Mas retomando ao tema proposto, apesar de o impacto negativo que a demissão de Sergio Moro representa para o governo, não se pode subestimar Bolsonaro, e sua sobrevivência política vai depender de como seu eleitorado vai reagir, mas pode-se vaticinar que continuará a ter o apoio maciço do eleitorado, isto considerando que seus eleitores votaram em si para Presidente, e não para o Moro. Bolsonaro se constituiu em um fenômeno político


O bolsonarismo é uma força orgânica no País. Mas não há dúvida de que o Presidente terá um desafio pela frente. “A ânsia pelo poder não se origina da força, e sim da fraqueza.” “Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.” Erick From.


Resumindo, o establishment corrupto é o grande ganhador nesse episódio.


Particularmente, defendo fortemente a manutenção do seu compromisso inicial e a exposição da situação pelo presidente. Se Bolsonaro fizer isso, atrairá mais apoio popular, mantendo a possibilidade de continuidade do processo de reconstrução do Brasil, tão abalado nas últimas semanas.


Também é URGENTE que Bolsonaro pare de cometer erros que prejudicam ainda mais a tarefa, sobretudo dar um stop na atuação de seu filhos na ingerência da administração do País, pois isto, sem dúvida os tornam antipáticos perante a opinião pública, pois até aqui mais tem atrapalhado do que ajudado.


As forças políticas que realmente defendem a refundação do Brasil precisam se unir contra um verdadeiro golpe de estado que se desenha. Muita gente boa está contribuindo para esse golpe sem nem perceber, identificando em Bolsonaro o culpado pela situação. Se fosse, não haveria todo esse esforço por parte do establishment para retirá-lo do poder, não é mesmo?

* O autor é Juiz de Direito na Comarca de Guaxupé.

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