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ACIG pede revogação de Decreto de Quarentena; comerciantes dizem que não irão fechar as portas



A Diretoria da Associação Comércio e Indústria de Guaxupé protocolou nesta sexta-feira, 8 de janeiro, um ofício ao Prefeito Heber Hamilton Quintella solicitando a revogação do Decreto de Quarentena 2.326, de 07/01/2021 para que o mesmo não produza seus efeitos jurídicos e legais.


A Prefeitura de Guaxupé prorrogou o Estado de Emergência no Município, bem como retomada da Quarentena a partir do dia 09/01/2021 (sábado), pelo período de 10 dias.

O motivo é a taxa de ocupação de leitos da UTI da Santa Casa de Misericórdia, escassez de insumos e EPI's, testes e recursos humanos devido à pandemia de doença infecciosa viral respiratória - COVID-19, causada pelo agente Novo Coronavírus.

Conforme o ofício, assinado pelo presidente José Gonçalves, o aumento de casos de COVID-19 - deve-se às aglomerações ocorridas durante as festas de final de ano, e não ao funcionamento do comércio e prestação de serviços no geral. "Novamente vimos alertar Vossa Excelência que, em que pese a necessidade de tomada de providências, a proibição indistinta de funcionamento do comércio e prestação de serviços é extremamente danosa para a economia local, provocando uma queda significativa na receita dos comerciantes, prestadores de serviços e, por consequência, da própria ACIG, além de demissões de colaboradores. Os prejuízos agravam-se neste período que o auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal já se encerrou".


O documento informa que o comércio e os prestadores de serviços locais não podem ser os únicos sacrificados com a paralisação das atividades, até porque resta comprovado que o aumento de infectados pelo COVID-19 não se deve pelo desenvolvimento de atividades comerciais e de prestação de serviços, "como reconhecem em suas manifestações o Digno Vice-Prefeito e Secretario de Governo, Sr. Rodrigo Borges, e o Sr. Promotor de Justiça, Dr. Ali Mahmoud Fayes Ayoub, na live divulgada nesta data, mas sim pelas aglomerações decorrentes das festas de final de ano".


José Gonçalves ainda alerta que o Município de Guaxupé não é o único a utilizar os serviços da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé e, para que os fins sejam alcançados, faz-se necessário sejam tomadas providências em conjunto por todos os Municípios que se utilizam dos serviços do hospital local.


"Diante do exposto, é a presente para requerer a V. Exa. a REVOGAÇÃO do Decreto 2.326/2021 quanto a proibição do funcionamento do comércio e prestação de serviços, posto que tal medida não será suficiente para alcançar o efeito necessário, até porque, a um, os efeitos agora sofridos decorrem das aglomerações ocorridas nas festas de final de ano, bem como ao fato que a grande aglomeração de pessoas ocorre nos supermercados, bancos e lotéricas, que continuarão a funcionar. Por derradeiro, há que se observar que os associados desta instituição sempre observam as normas da Vigilância Sanitária para conter a disseminação do novo Coronavírus".


GRUPO DE COMERCIANTES DECIDE NÃO FECHAR


A reportagem falou com representantes de um grupo de comerciantes da cidade, que preferiram não se identificar. Segundo eles, a decisão da Prefeitura não foi discutida com o setor para que se chegasse a um entendimento neste sentido. Assim, se reuniram, decidiram e mais de 80 estabelecimentos comerciais irão atender normalmente.


Segundo eles, o comércio não é o culpado pelo aumento no número de casos na cidade, uma vez que "todos os protocolos sanitários e de segurança são cumpridos rigorosa e exemplarmente".


O grupo destacou que o mês de janeiro é de baixa demanda no comércio em geral - o que reduz ainda mais qualquer possibilidade de transmissão nestes locais.







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